Criou-se
o sonho para haver manhãs. E ela despertou-me cheia de estranhezas. A
palavra é por si só uma bruxaria. O nome pertencia a ela como um fruto. A
partilhar comigo e para além de mim. O nome a ensinar-me o essencial
sobre os pássaros. Criou-se o sonho para haver claridade.
E ela despertou-me cheia de notícias. A palavra é por si só uma
verdade. O nome pertencia a ela como uma semente. A partilhar comigo por
amor. O nome a ensinar-me o essencial sobre a generosidade. Anna deu
vida ao nome, ao livro, aos pássaros, ao amor. Através de suas noites
para haver dia; para haver páginas; para haver verdade; para haver
destino. E algum amor. A salvar-nos todos. Como proponho. Como convido.
Conto-lhes aqui o sonho de Anna.





