Uma grande tristeza lhe era como uma exuberância controversa. Acreditava que no íntimo de cada um dos homens havia um envergonhado orgulho de sustentá-las. Uma das razões de não as despedirmos mais cedo.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Carta V...
[...]
Por isso não vale a pena decretarmos nossos amanhãs a partir dos humores
tristes de hoje. Não vale anteciparmos a tristeza porque decretamos que
algo será ou deixará de ser, como uma constatação míope de um peito
carregado que pouco permite que enxerguemos.
(Carta a uma amiga)
(Carta a uma amiga)
quarta-feira, 12 de abril de 2017
De quem, afinal?
A vida é coisa muito frágil e para protegê-la deixamos de viver. Qual o sentido de evitarmos o que não se deve, insistirmos com o que não se pode e nos perdermos? Por que fazemos questão das tristezas, dos cacos, dos escuros e tempestades? Por que insistimos tanto e tantas vezes em morrer? Perdemos o amor como quem perde o ônibus. Aguardamos o amor como quem aguarda o ônibus. As urgências estão equivocadas. As insônias estão equivocadas. O que nos dói é o que de nós mastigamos. E nos cremos muito por não aceitarmos qualquer desaforo.
Mas, de quem, afinal?
terça-feira, 11 de abril de 2017
Para trás...
A dor que insiste em permanecer é aquela que mais fala de ti. Escutar a verdade que ela insistentemente sussurra nas entrelinhas é o que lhe dará o direito a deixá-la para trás.
domingo, 9 de abril de 2017
A vigésima segunda visita da generosidade...
Uma releitura generosa dos óbvios.
O meu terceiro livro, pela Editora Penalux.
O meu terceiro livro, pela Editora Penalux.
A pré-venda está aberta.
R$ 42 reais já com o frete.
A quem interessar,
mande e-mail: guglicardoso@gmail.com
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Devoção...
éramos tão novos e já amávamos um amor antigo.
aqui,
peço que olhes o teu reflexo nos meus próprios olhos:
não há intimidade maior do que olharmos juntos para o que se ama.
na ausência tua,
os lugares todos te reconhecem
(e eu neles não me reconheço mais)
diga-me amor,
de que país se é quando se ama assim?
a palavra é impaciente quando não escutas,
o sossego é incompleto quando não estás
quando regressas
beijo-te dez segundos
e sou feliz para sempre
prometo amar-te até
a última folha do calendário,
e a primeira
prometo amar-te até
o último limite,
e amar-te quando
não houver nenhum limite mais
na aritmética exata dos desejos
a geometria perfeita do teu corpo no meu;
se te desenhasse seria um homem completo
trazes-me
a fome absoluta. o prazer absoluto.
a entrega à vida
debaixo de uma lua só nossa
tua silhueta brinca-me com as sombras
nas cores rubras do abajur do quarto
por debaixo desta luz
minha devoção:
Deus é uma bailaora.
sábado, 1 de abril de 2017
A vigésima segunda visita da generosidade...
"A vigésima segunda visita da generosidade"
Uma releitura generosa dos óbvios.
À força do instante,
inesperado o saber
das asas.
A quem interessar possa, mande-me mensagem:
quarta-feira, 29 de março de 2017
Carta IV...
[...] a outra coisa é que iremos atrair para a nossa vida as experiências que confirmem as crenças que temos sobre nós. A repetição dos padrões e frustrações se dão por conta das questões interiores que para cada uma delas ainda não olhamos profundamente e com generosidade. O que penso é que ciente dos nossos engessamentos poderemos mudar a narrativa emocional que andamos a escrever e a repeti-la diariamente. Dissolvendo os nós e libertando-nos do passado, ganhamos a liberdade e o espaço para permitirmos que o novo realmente venha. Quanto mais olharmos para nós, melhor enxergaremos a vida. Quanto mais nos amarmos, mais o amor poderá chegar. Creio que esta seja a lei.
(Carta a uma amiga)
sexta-feira, 24 de março de 2017
Companhia...
Enquanto bebo uma cerveja, aguardo o amor vir sentar-se do outro lado da mesa. Não carece saber o que me dirá em seguida. O que quer que me diga será o suficiente.
Afinal, não é sempre que o amor nos faz companhia.
Afinal, não é sempre que o amor nos faz companhia.
terça-feira, 21 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
Emocionais, é claro.
A previsão do tempo nos permite escolhermos ou não os guarda-chuvas. Apenas isto. Sem garantias, como gostariam nossas ansiedades. Sem certezas, como precisariam nossos controles.
A previsão do tempo é apenas um pretexto para prevermos.
Somos dependentes das previsões e receitas de bolo.
Emocionais, é claro.
A previsão do tempo é apenas um pretexto para prevermos.
Somos dependentes das previsões e receitas de bolo.
Emocionais, é claro.
segunda-feira, 13 de março de 2017
Humanidade...
Amar alguém é amar todos os outros. Assim como matar alguém é matar todos os outros. Isto se considerarmos a humanidade que nos atravessa indistintamente como uma verdade que nos comunica e nos define.
(Um atrevimento como resposta ao pensamento de Albert Camus)
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