Olhos fechados a confessar encantamento;
Abraço meu que nos teus braços é doce alento;
O teu encanto que nos meus olhos vê repouso;
E como loucos a sentir amor pulsante;
O teu encanto que nos meus olhos vê repouso;
E como loucos a sentir amor pulsante;
Distância nossa em que se impõe descabimento;
Na ausência tua o meu sentir se faz doente;
Paixão revolta que no teu cheiro eu me amanso;
Sinto, que somos fogo alimentados pelo vento;
Que teu perfume me embriaga como sempre;
Que te encontrei quando meu passo era descrente;
Que fortaleza é o teu quarto em que descanso;
Sei, que o nosso Amor pode caber num vão momento;
Em que costuro os amanhãs a cada instante;
Ou ser sublime a transcender eterno tempo;
Fazer do encontro de nós dois um só amante;
Teu corpo amado templo meu em que me encontro;
Nas curvas tuas sorvo o doce rio nascente;
Sopro desejos nas palavras em que invento;
Contemplo Amor ser meu e seu no sol distante;
.
.
"O senhor sabe o que o silêncio é?
É a gente mesmo, demais". (Guimarães Rosa)
Na ausência tua o meu sentir se faz doente;
Paixão revolta que no teu cheiro eu me amanso;
Sinto, que somos fogo alimentados pelo vento;
Que teu perfume me embriaga como sempre;
Que te encontrei quando meu passo era descrente;
Que fortaleza é o teu quarto em que descanso;
Sei, que o nosso Amor pode caber num vão momento;
Em que costuro os amanhãs a cada instante;
Ou ser sublime a transcender eterno tempo;
Fazer do encontro de nós dois um só amante;
Teu corpo amado templo meu em que me encontro;
Nas curvas tuas sorvo o doce rio nascente;
Sopro desejos nas palavras em que invento;
Contemplo Amor ser meu e seu no sol distante;
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"O senhor sabe o que o silêncio é?
É a gente mesmo, demais". (Guimarães Rosa)











