"Reduzistes o meu universoa pedaçosque navegam no espaço semsentido,vertiginosamente, enquanto eu guardo beijos no céu da bocapara encher a tua noitede estrelas..." .
"Uma pessoa pode e deve corrigir-se, mas não de acordo com uma norma que seja externa a si mesma, mesmo que seja a mais perfeita das normas. Ela deve corrigir-se somente em sintonia com a maneira que ela é em si mesma".
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"Algumas pessoas nasceram para ficar sentadas junto ao rio. Algumas são atingidas por raios. Algumas têm ouvido para a música. Algumas são artistas. Algumas nadam. Algumas conhecer botões. Algumas conhecem Shakespeare. Algumas são mães. E algumas pessoas dançam".
"É a consciência que traz a mudança, não o esforço feito por você. Por que isso acontece por meio da consciência? Porque a consciência muda você, e quando você é diferente o mundo todo é diferente. Não é uma questão de criar um mundo diferente, é apenas uma questão de criar um você diferente. Você é o seu mundo, então se você muda, o mundo muda".
"A gente batalha tanto pra perder a inocência e finalmente enxergar as coisas com clareza, que nos permitimos endurecer durante o caminho para finalmente alcançarmos este estado. Nem tudo que a gente conserva de puro merece ser abandonado. Assim como os anos não anulam o que já foi vivido, a maturidade não anula o que já foi sonhado!"
"Entrava no local dos sonhos por um caminho muitas vezes percorrido, e regressava com grandes precauções para que as tênues visões não se despedaçassem contra a luz áspera da consciência."
"De repente tudo aqui tremeu. Cai no chão, de bunda, sentada, e não sei como levantar. Tô amando o que é fácil amar. Tô amando a coisa mais difícil do mundo. Tô amando amar. To amando o que sempre quis. Tô amando e morrendo de medo de sangrar. E eu vou sangrar. Eu sempre sangro. Dessa vez será pior. Como também já é sem dúvidas a melhor. Tô amando e to louca pra gritar. Tô amando e vou calar. Dessa vez não vou nem comentar. Tô amando e você não vai nem desconfiar. Tô amando e só. Tô amando e sentindo falta. Tô amando e me inspirando. Tô amando sim. Tô amando assim. Você lá e eu aqui. Tô amando só, como sempre foi".
Sou Prece em confissão de poesia. Sou domingo cinzento e segundas ensolaradas de recomeço. Sou alguém a perguntar: será que nos encontraremos nos primeiros pensamentos da manhã; nas primeiras palavras do dia? Saberá você amanhã o mesmo que saberei? Será você amanhã o mesmo que eu serei? Queria que sim; saberia que sim; sinto que é; faço perguntas que eu mesmo respondo porque somos equivalentes; somos a mesma busca; e o mesmo encontro. Porque te queria aqui, ou me queria aí, tanto faz. Tanto me fiz teu que até agora tenho colecionado tua boca linda e todos os teus sorrisos no meu olhar de atenção. Eu já acolhi saudades como presença enfeitada de nostalgia. Olhei para as lágrimas como chuva de verão no meu jardim. E já entendi essa estranheza bonita de não reconhecer terreno em que pisamos e que sempre colhemos o mesmo, a colorir metade, a sorrir metade, a faltar inteiro de nós dois. Passamos vidas inteiras nos entregando pela metade, desatando nós, dissolvendo mágoas, buscando aquilo que nunca serviu e deixando rotina ser nosso caminho que, agora, metade é poesia. Metade é inteiro; tempo é espera e distância é certeza. Você é minha outra metade. Metade é como a sombra de Amor em dias de Sol gostoso. Agora vejo que tua falta preenche o meu vazio; são os passos parados do meu caminhar macio. E hoje sopro direção pra você se encontrar dentro; me encontrar junto, e sermos aqui fora, aquilo que já somos. E enquanto me perco nos dias, te encontro nas noites e somos na Lua; não me deixo virar pó nem pedra até te ver de novo. Chegou hora de costurar minha sorte na tua, meu Amor. E como Prece, digo: Amém ao que nos espera. Amém por eu saber que tenho você, mesmo que do outro lado.
"Você não é único. Nem exclusivo; embora seja bem diferente. Você é cheiroso, gostoso, atraente e tudo aquilo que há muito não via por aqui a despertar todos os meus sentidos. E você veio como presente de terra inesperada; deixando me morder os lábios de vontade, a me derreter toda por você, quando sinceramente pensei que deveria ser o contrário. Passei a querer te levar pro meu quarto e me entregar toda ao teu pecado; sem nunca te dividir com ninguém mais: te saber nos meus lábios e te encontrar nas minhas mãos; sabendo teu nome e tua história ao mesmo tempo em que te devoro. E depois de tanto me encantar, descobri teus dois lados; tua doçura é a mesma a me ser dor de cabeça, a me preocupar com meus limites e a me atacar gastrite. Você é todo meu, ainda que se vá. Você é minha fuga e meu deleite, como nada nem ninguém jamais foi. Meu prazer, meu fardo; peso de que tento me livrar. Mas não se ache o último da embalagem. Há muitos de você por aí. E saiba: se pudesse eu te buscava, te importava, te faria a ser meu vício de sempre. Minha caixa bonita de chocolate belga. Caro à beça".
Vim a estas linhas lhe dizer qualquer coisa. Qualquer coisa que seja Amor. Qualquer coisa que me faça mais perto. Qualquer coisa que me faça mais teu. Porque eu me rendi faz algum tempo; desde que te encontrei. E não sei dizer se foi o teu sorriso, se foram todas as tuas palavras, e se é toda tua atenção que se derrama em minha vida que me conquistaram. Conquistaram porque deixei me entregar às belezas grandes como são teus olhos, e também às pequenas e aquelas sutis que você faz comigo nos dias que se acontecem, entre os momentos que se confessam nossos. Porque você é lastro, você é fato, você é caso de amor que dá sentido ao meu amargo. Amargo porque distante, e só por isso. E sobre qualquer coisa lhe digo que você está muito bem. Que em você lhe cai muito bem. Tuas roupas, tuas atitudes, minhas mãos. Porque qualquer coisa é toda a coisa que penso ser que deve ser, ainda que não seja. Porque qualquer coisa é muito. E você é única. Queria desenhar tua rua perto da minha; queria desenhar teu caminho a cruzar o meu; no ônibus, na janela, nas cartas que não chegam, no supermercardo; na minha vida de qualquer jeito. Queria ser teu vizinho, a pedir açúcar pra bolo, a pedir teu tapete pra limpar meus pés, a pedir teu peito a descansar meu coração. Queria ser tempo a escolher de qual jeito e quando você iria ser minha. Porque ainda que seja teu, você não é minha. Porque o sorriso é breve, é contido e não escancarado a dizer que tudo é como deve ser. Porque estou ébrio de palavras que amanhã não me darão dor-de-cabeça, mas sim saudades. Olhe bem: Sou todo carinho a me revelar, a me desvelar, a confessar todo meu corpo, minha mente e minha alma naquela cama; naquele sorriso; naquele abraço. Agora, sou eu a boa sorte a lhe querer qualquer coisa, a lhe vestir azul e desejar sempre, que todas aquelas boas coisas nos aconteçam...
Hoje resolvi sentir meus pecados de perto e declarar meus desejos todos no teu colo confessionário. Sinto inveja: de ser teu sofá, tua cadeira, inveja de ser teu ar. Inveja branda de ser palavra que sai da tua boca; apenas porque tocam teus lábios. Inveja branca, orgulhosa de ser eu, teu e tão somente teu; a te encontrar nas linhas da tua vida e nas curvas do teu corpo.Porque és poesia até nas compras do mercado; enquanto arruma nossos filhos pra escola. Quando toma em silêncio o teu café. Sou pessoa mais invejosa do mundo por qualquer coisa que habita tua vida. Por qualquer paisagem em que você caminhe. E tua pele combina com as paisagens que descrevo. Sou também luxúria: por me entregar às tuas cores e sentir prazer no teu sorriso, como vício a me escolher prisão em que feliz me entrego. Por isso, quero trocar palavras por silêncio de olhares cúmplices e desejos de bem perto; banquete de sentidos a querer beijos na boca e mãos quentinhas e brigadeiro de panela. Coração meu se veste de virtudes e minha carne se enfeita de boas fraquezas a evaporar minha postura de inocente e bom moço. Por isso sou nuvem, pedindo aos teus olhos atenção por me fazer exclusivo no teu céu. Porque sem teus olhos e sem presença tua, tudo o que é e tudo o que sou, deixaria de ser por falta tua a me admirar. Sem teu saber e sem você, nada sou. Sou gula: alimentar teus sonhos e comer do mesmo prato; a querer mais e sempre mais, te devorar toda e inteira.
"Coisa rara e bonita é a gente poder se comunicar por meio da alma, sem que palavra alguma necessariamente aconteça." (Ana Jácomo)
"Que bom você poder beber e se enfeitar das minhas palavras que guardam nas entrelinhas, vento bom. Porque eu também sou vendaval". (Guilherme Antunes)