Uma vez, durante um retiro para meditação, um discípulo disse ao instrutor Zen Soen Nakagawa:
"Estou muito desanimado. O que devo fazer?"
Soen respondeu:
"Anime outras pessoas."
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pare de brigar...
"A mente está sempre em conflito com uma coisa ou outra; ela precisa de conflito para existir. Ela só consegue existir no conflito e através do conflito. Ela é uma guerra constante, ela é violência. Ou ela briga com os outros ou começa a brigar consigo mesma, mas uma coisa é certa, ela não consegue existir sem briga. Isso é a sua própria respiração.
No momento em que você pára de brigar, a mente começa a desaparecer naturalmente, e o desaparecimento da mente é o aparecimento de Deus. O desaparecimento da mente é o desaparecimento de você enquanto entidade separada do todo. Então o todo toma posse de você, você fica inundado pelo todo.
E essa experiência de estar inundado pelo todo é a busca. Chame isso de satori, samadhi, iluminação, realização, libertação, salvação – estas são somente palavras, elas apenas descrevem aspectos da experiência. Na verdade, nenhuma palavra consegue descrever a experiência, ela está além das palavras!"
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(Osho)
No momento em que você pára de brigar, a mente começa a desaparecer naturalmente, e o desaparecimento da mente é o aparecimento de Deus. O desaparecimento da mente é o desaparecimento de você enquanto entidade separada do todo. Então o todo toma posse de você, você fica inundado pelo todo.
E essa experiência de estar inundado pelo todo é a busca. Chame isso de satori, samadhi, iluminação, realização, libertação, salvação – estas são somente palavras, elas apenas descrevem aspectos da experiência. Na verdade, nenhuma palavra consegue descrever a experiência, ela está além das palavras!"
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(Osho)
sábado, 29 de agosto de 2009
Paradoxos...

"Por vezes, adie o prazer. Ou abstenha-se. Por vezes.- No mundo há os que seguem as regras e os que as criam, que são os mesmos que as quebram no momento necessário.- O tempo é a principal variável. E vamos indo, de um fragmento a outro.- Para ter espaço, ocupe espaço.- Não viva para se arrepender, Para confiar, comece tornando-se confiável.- O importante é saber ser feliz sozinho.- Se é inevitável, relaxa e deixa acontecer. mas para fazer valer.-Bom ou ruim, ao menos é.- Se você tem a prática de omitir, se mente, se não é verdadeiro, não tem valores e coragem o bastante para ser transparente, por favor: mantenha distância.- Eu não tenho missão. Tenho uma vida.- Se eu fosse apenas o que pareço ser, não doiria tanto em mim ser.- O que sinto, por quem quer que seja, não é pra ninguém nem por ninguém. É meu, pra mim e por mim. Eu quem sinto, então relaxe.- Não quero salvar o mundo. A não ser esse aqui que eu vivo dia-a-dia.- "Temos todos duas vidas: uma a que sonhamos, outra a que vivemos."- Abdique da coerência e se permita sentir o peso de mudar.- Quando você souber alguma coisa sobre quem você é, aproveite para distanciar-se das pessoas que não combinam com você. Te fará um bem enorme.- faça mais coisas inéditas.- Os discursos são difíceis de serem vividos. Então, perca menos tempo com eles. E contenha-os, se não pode vivê-los.- Cada um tem,Tome mais banho de mar, saia mais pra ver a Lua, minuto a minuto, a opção de como quer levar a vida.-Vamos viver mais nossas vidas e falar menos das dos outros.- Que não seja apenas através da morte que lembremos da vida.- Busque a felicidade, mas viva a felicidade também.- Adie julgamentos.- Preserve a leveza, mesmo sabendo que é insustentável.- O tempo só passa depois de você vivê-lo. - Nada nunca será o que poderia ter sido.- Pense primeiro em você e está nos fazendo um grande bem.- Seja protagonista da sua vida. Entenda que os seus problemas são seus, de mais ninguém. Só cabe a você resolvê-los. (parafraseando o filósofo João Rufino - "O seu problema é problema seu!")- Ninguém será por você. Então seja você.- Quero mesmo é ser incoerente. Não espere coerência de mim, por favor.- A superficialidade rege o mundo, mas não rege você. Então, exercite a subjetividade. Busque a complexidade.- Se está doendo é porque estou crescendo.- "Lei da Impenetrabilidade: dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo."- "Terceira Lei de Newton: A toda ação há sempre oposta uma reação igual".- Pré-conceitos existem. Mas que saco ter que tolerá-los!- Maniqueísmo tá ultrapassado. Existe muita coisa além do bem e do mal.- Só existe um problema quando realmente existe um problema. E problema é também oportunidade de solução. Ah, cuidado! As possibilidades ainda não são.- Liberte-se das palavras.- Vale mais a energia em viver que em esquecer.- Fique calmo: não há nada previamente certo nem errado. Haverá sempre um discurso pra te confortar.- “Sempre”, “tudo”, “nunca”, “nada”, “sim” e “não” são apenas advérbios.- Não sei se é a parte que é pelo todo ou se o todo é pela parte. Não sei se é o agora ou o depois. Não sei se é o que penso ou o que sinto. E vamos indo, mediando os paradoxos."
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daqui.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A pedra...
"Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão é ate da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisá-as toda a gente!..."
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(Florbela Espanca)
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão é ate da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisá-as toda a gente!..."
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(Florbela Espanca)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Crise...
A palavra "crise" em chinês é formado por 2 ideogramas... Um quer dizer "desastre" e o outro "oportunidade". Ainda que nossa língua seja vasta, complexa e cheia de beleza, há outras como o hebraico, o próprio chinês, o sânscrito e o pali, que ocultam segredos em suas entrelinhas que não percebemos.
A vida é riquíssima e cheia de significados, de simbolismos que são apenas extensões de nós mesmos. Cada pessoa ou situação se revestem de significados particulares que nos enlaçam pelo seu peso e conteúdo emocional, espiritual, inconsciente!
O post veio a calhar porque alcança tanta coisa e tanta gente...
... existem tantas possibilidades ao nosso redor que me assombram! E elas, por pequeninas que sejam, tem um propósito muito maior: Que é o de nos tornar conscientes para Aquilo que É!
A dor, a perda, o Amor que nos visitam são linguagens da alma, e tal como Nietzsche, acredito que o Amor é o estado no qual os homens tem mais probabilidades de ver as coisas tal como elas são! .. diante do Agora, tanta dor vinda do passado e tanta ansiedade pela nossa constante projeção do futuro, dissolvem-se!
E eu quero ver! E eu vejo! .. talvez da minha altura eu não vá muito distante! .. mas pra cada um de nós, é suficiente!
Tudo que existe, existe talvez porque outra coisa esteja lá, aqui, existindo também. Nada é, tudo coexiste e, talvez, assim seja certo...
A teia de luz que nos envolvemos ao vir nesta encadernação tende a se tornar mais forte e brilhante! Quanto mais luz em nós, mais iluminamos o caminho do próximo. Por isso tantos mestres e tantos homens e mulheres ao longo da história que compartilharam Amor...
Amor me parece ser o único caminho, mas que se divide em ramos, trechos, dimensões...
O Amor é a chave para o Agora! .. para Aquilo Que É!
Por isso a compreensão é questão do Ser, do coração. E não da cabeça. Se assim não fosse, eu já teria me iluminado por tanta coisa que li, além de, ter me formado em farmácia depois de tantas bulas de remédio que avistei!
E quando a compreensão vem, o problema deixa de ser problema, e é resolvido pela própria compreensão...
A leveza bate a tua porta, a serenidade permanece, mesmo diante da inevitável constância inconstante da Vida.
Compreensão que se torna aguçada por estes mesmos problemas, por recomeços, por trabalhos que vão e vem, por frustrações, por amizade, carinho compartilhado e tantas coisas que encontramos em bons livros, poesias, e na experiência!
Experiência! Experimente uma perspectiva nova. E se abra ao Amor. Sei que parece difícil, e talvez seja por nos fecharmos tanto em nossa carapaça de medo ao querermos nos proteger.
Viver é um ato de semear, Amor é sinônimo. Ao se entregar, ama-se. E vive-se!
Bem vindos ao caminho que sempre foi, mas que novo é, sempre, pra todos nós!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O tempo certo...
De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
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(Paulo Coelho)
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
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(Paulo Coelho)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Perdão...

O que é mais importante: Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor... Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê...
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante... É sempre importante saber que: perdoar é o modo mais sublime de crescer, e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Amor tecer...
"Eu entendi, eu me entendi. Realmente não posso fazer com que me olhem com meus olhos, que me ouçam com meus ouvidos e que me falem com meus desejos, pensamentos.Eu sempre soube que é difícil se colocarem no meu lugar, porque eu já estou nele e não cabe outro, a não ser como generosidade e não como razão. No meu lugar não cabe mais matéria, mais julgamento, só cabe sentimentos que não tenham peso.Tenho que me esforçar pra carregar o que já cansa o que já incomoda. Talvez por isso não consiga aliviar o outro um pouco, ajudar com sua carga. Eu não me orgulho desse egoísmo, ao contrário. Também queria ser para alguém uma delicadeza, um alívio, um agrado, poesia.E é por isso que passo em instantes, do sentimento de despeito à compreensão e percebo que o outro sou eu e vice-versa. Me comovo ao perceber minhas fraquezas e defeitos em alguém que não sou eu. E sei que ninguém vai amar meu desamor, embora eu espere.Mas perceber tudo isso não traz o que ainda falta; só me responsabiliza, transformar a estima por mim mesma em amor para alguém que "não eu".
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(Ana Kátia)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Você trabalha demais...
Você trabalha demais. Até aí, nenhuma novidade. Todo mundo trabalha demais hoje em dia. Outra coisa que todo mundo faz é reclamar do trabalho, do chefe, das condições, do excesso de tarefas, da ansiedade… os temas são tão comuns e recorrentes que se fossem banidos da mesa de jantar, muitas refeições aconteceriam em silêncio.
Muitas das reclamações estão cobertas de razão. Cada vez é mais comum ouvir histórias de abusos e excessos provocados por chefes, clientes, colegas ou fornecedores. Comuns também são as narrativas de problemas políticos, incompreensão, estagnação, redundância, desperdício, falta de propósito ou práticas insanas. Todas essas queixas têm fundamento, e não serei eu quem irá questioná-las.
No entanto, o ambiente de trabalho é, na maioria das cidades, o lugar em que você passará a maior parte do seu tempo, conhecerá boa parte da sua rede de relacionamentos e terá que conviver, queira ou não, mais intensamente com essas pessoas do que com as que realmente importam para você. Como diz a sabedoria popular, os indivíduos mais presentes na vida são aqueles que você não teve como escolher: pais, vizinhos e colegas de trabalho.
Por mais que a reclamação faça sentido, o problema é que falar mal do trabalho se tornou tão comum que parece ideologia: não há trabalho decente, chefe bom é chefe morto, aposentadoria implica necessariamente em parar de trabalhar e quem gosta do que faz é doente ou alienado.
O trabalho é uma relação, por isso deve ser encarado como jogo, não como conquista. O indivíduo que chamamos de workaholic na verdade não é viciados em trabalho, mas na estrutura artificial que a empresa proporciona a ele. Na maioria das vezes são pessoas de personalidade fraca, que não teriam como se relacionar com os outros em um ambiente social em que todos são iguais. Por
isso se refugiam nas empresas, que, espertas, lhes dão um cargo pomposo no cartão de visitas, propiciam alguns mimos corporativos e demandam do infeliz atitudes sobre-humanas para que possam sustentar seu vício.
Muito diferente deles são aquelas pessoas normais, que simplesmente deram a sorte de se apaixonar pelo que fazem. Tudo o que esses afortunados precisam é de uma boa estrutura para brincar. Se tiverem um ambiente propício, serão produtivos pouco importa seu cargo. Caso contrário, não há dinheiro que compre sua felicidade.
Unanimidades me assustam. Não por serem burras, como dizia Nelson Rodrigues, mas por serem perigosamente emburrecedoras. A partir do instante que criam verdades absolutas, ninguém mais está autorizado a pensar no assunto. Questionar, argumentar ou se opor é praticamente uma heresia. E, como todo sacrilégio em religião fundamentalista, punido com o exílio.
Por mais que seja o trabalho, odiá-lo integralmente pode ser igualmente ruim. Ou pior. Afinal de contas, quem escolheu sua profissão foi você, por pior que ela seja. É claro que algumas condições e escolhas ajudaram a definir o ponto em que você está hoje, mas um fato é inegável: quando você ainda era adolescente alguma coisa “estalou” na sua cabeça e o levou a escolher medicina, engenharia, direito ou, no nosso caso, design e tecnologia.
Qualquer que seja o nome que os psicólogos dêem para esse “estalo”, a realidade é que ele é muito parecido com a atração que sentimos por outras pessoas. Começa com um interesse vago, avança como uma descoberta até chegar a um verdadeiro fascínio. Cada hora que se passa nessa atividade é um novo desafio, nunca fácil demais nem impossível de se realizar. Com o tempo essa
relação se torna maior e mais forte, até o momento que se chega a um nível tão alto que se é praticamente um mestre.
Os sortudos que chegam a esse estágio têm uma característica comum: a consciência do tamanho da sua ignorância. Mas isso não os incomoda mais. Como os sábios religiosos, filósofos, artistas, jardineiros ou mestres deartes marciais, eles sabem que o caminho para se chegar ao conhecimento é tão ou mais importante que o próprio conhecimento. A partir daí eles não se
preocupam mais em doutrinar, controlar ou dirigir. Eles simplesmente fluem, como um barco em um rio.
Antes que este texto fique filosófico demais, fica aqui a recomendação: tente descobrir o que restou de paixão no seu trabalho diário, aquilo que, há alguns anos, você não imaginaria ser capaz de fazer. Todo mundo tem isso, nem que seja um pouco. Concentre-se no que você gosta e deixe o resto do mundo se resolver (ou se aniquilar). Se não tiver sobrado nada, troque de emprego ou atividade: você, certamente, trabalha demais.
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(Luli Radfahrer)
Muitas das reclamações estão cobertas de razão. Cada vez é mais comum ouvir histórias de abusos e excessos provocados por chefes, clientes, colegas ou fornecedores. Comuns também são as narrativas de problemas políticos, incompreensão, estagnação, redundância, desperdício, falta de propósito ou práticas insanas. Todas essas queixas têm fundamento, e não serei eu quem irá questioná-las.
No entanto, o ambiente de trabalho é, na maioria das cidades, o lugar em que você passará a maior parte do seu tempo, conhecerá boa parte da sua rede de relacionamentos e terá que conviver, queira ou não, mais intensamente com essas pessoas do que com as que realmente importam para você. Como diz a sabedoria popular, os indivíduos mais presentes na vida são aqueles que você não teve como escolher: pais, vizinhos e colegas de trabalho.
Por mais que a reclamação faça sentido, o problema é que falar mal do trabalho se tornou tão comum que parece ideologia: não há trabalho decente, chefe bom é chefe morto, aposentadoria implica necessariamente em parar de trabalhar e quem gosta do que faz é doente ou alienado.
O trabalho é uma relação, por isso deve ser encarado como jogo, não como conquista. O indivíduo que chamamos de workaholic na verdade não é viciados em trabalho, mas na estrutura artificial que a empresa proporciona a ele. Na maioria das vezes são pessoas de personalidade fraca, que não teriam como se relacionar com os outros em um ambiente social em que todos são iguais. Por
isso se refugiam nas empresas, que, espertas, lhes dão um cargo pomposo no cartão de visitas, propiciam alguns mimos corporativos e demandam do infeliz atitudes sobre-humanas para que possam sustentar seu vício.
Muito diferente deles são aquelas pessoas normais, que simplesmente deram a sorte de se apaixonar pelo que fazem. Tudo o que esses afortunados precisam é de uma boa estrutura para brincar. Se tiverem um ambiente propício, serão produtivos pouco importa seu cargo. Caso contrário, não há dinheiro que compre sua felicidade.
Unanimidades me assustam. Não por serem burras, como dizia Nelson Rodrigues, mas por serem perigosamente emburrecedoras. A partir do instante que criam verdades absolutas, ninguém mais está autorizado a pensar no assunto. Questionar, argumentar ou se opor é praticamente uma heresia. E, como todo sacrilégio em religião fundamentalista, punido com o exílio.
Por mais que seja o trabalho, odiá-lo integralmente pode ser igualmente ruim. Ou pior. Afinal de contas, quem escolheu sua profissão foi você, por pior que ela seja. É claro que algumas condições e escolhas ajudaram a definir o ponto em que você está hoje, mas um fato é inegável: quando você ainda era adolescente alguma coisa “estalou” na sua cabeça e o levou a escolher medicina, engenharia, direito ou, no nosso caso, design e tecnologia.
Qualquer que seja o nome que os psicólogos dêem para esse “estalo”, a realidade é que ele é muito parecido com a atração que sentimos por outras pessoas. Começa com um interesse vago, avança como uma descoberta até chegar a um verdadeiro fascínio. Cada hora que se passa nessa atividade é um novo desafio, nunca fácil demais nem impossível de se realizar. Com o tempo essa
relação se torna maior e mais forte, até o momento que se chega a um nível tão alto que se é praticamente um mestre.
Os sortudos que chegam a esse estágio têm uma característica comum: a consciência do tamanho da sua ignorância. Mas isso não os incomoda mais. Como os sábios religiosos, filósofos, artistas, jardineiros ou mestres deartes marciais, eles sabem que o caminho para se chegar ao conhecimento é tão ou mais importante que o próprio conhecimento. A partir daí eles não se
preocupam mais em doutrinar, controlar ou dirigir. Eles simplesmente fluem, como um barco em um rio.
Antes que este texto fique filosófico demais, fica aqui a recomendação: tente descobrir o que restou de paixão no seu trabalho diário, aquilo que, há alguns anos, você não imaginaria ser capaz de fazer. Todo mundo tem isso, nem que seja um pouco. Concentre-se no que você gosta e deixe o resto do mundo se resolver (ou se aniquilar). Se não tiver sobrado nada, troque de emprego ou atividade: você, certamente, trabalha demais.
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(Luli Radfahrer)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Impermanência...
O homem maltrapilho se aproximou do portal principal do palácio do Rei. Nenhum dos guardas o avistou entrando, por isso, passou direto e entrou no palácio.
Lá encontrou o Rei solenemente sentado em seu trono. Era tarde da noite...
- O que desejas? Perguntou o Rei.
- Eu gostaria de um lugar nesta hospedaria. Estou cansado da caminhada longa...
- Mas isto aqui não é uma hospedaria. - disse o Rei se divertindo - Este é o MEU palácio!
- Pergunto então a quem pertenceu este palácio antes de vós
- Meu pai. Ele está morto!
- E a quem pertenceu antes dele?
- A meu avô. - responde intrigado - e ele também está morto!
- Imagino que você também não viverá para sempre! Seus filhos também dirão o mesmo que vós.. então sendo que todos aqueles que aqui passaram, partem, diga-me... tal lugar não é uma hospedaria?
Lá encontrou o Rei solenemente sentado em seu trono. Era tarde da noite...
- O que desejas? Perguntou o Rei.
- Eu gostaria de um lugar nesta hospedaria. Estou cansado da caminhada longa...
- Mas isto aqui não é uma hospedaria. - disse o Rei se divertindo - Este é o MEU palácio!
- Pergunto então a quem pertenceu este palácio antes de vós
- Meu pai. Ele está morto!
- E a quem pertenceu antes dele?
- A meu avô. - responde intrigado - e ele também está morto!
- Imagino que você também não viverá para sempre! Seus filhos também dirão o mesmo que vós.. então sendo que todos aqueles que aqui passaram, partem, diga-me... tal lugar não é uma hospedaria?
sábado, 15 de agosto de 2009
Provérbio Árabe...
Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.
(Provérbio Árabe)
(Provérbio Árabe)
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