quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rubem Alves...

"... Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles..." (Rubem Alves)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Amor maduro...

"... O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes..." (Artur da Távola)

domingo, 10 de maio de 2009

Terapia...

- E então, Alexandra, como foi da última sessão para cá? Quer dizer algo?

- Foi bem curioso.

- Curioso?

- É que nunca tinha me acontecido isso. E acho que você sabe…

- …sabe o quê?

- Que eu não sou uma vaca.

- Hum, hum.

- Quando terminei com o Norberto, falei na última sessão que terminei com o Norberto, não falei?

- Falou.

- É, terminei com ele e, uns dias depois, fui pro Rio.

- Me recordo de você ter tido que ia viajar.

- Fiquei lá quietinha, trabalhando que nem uma maluca na filial carioca. Do escritório pro hotel, do hotel pro escritório. Só que na volta, quando tomei o táxi em Congonhas, já fui pegando o celular e mandando torpedos, torpedos, torpedos. Pra todos os caras que trombei na vida. Uma loucura.

- Por que loucura?

- Rolou uma coisa que eu tinha que dar pra alguém. E tinha que ser meio imediato, entende? Não sei direito o porquê.

- Hum, hum.

- Dar, estou dizendo DAR, Giorgio. Trepar, foder, percebe?

- Sim.

- Não faz essa cara, por favor? Parece que eu digo isso e é como se estivesse falando que vou comprar chicletes na padaria.

- O que pensa disso?

- Não pensei em nada, Giorgio, simplesmente agi. O cara do táxi era um senhor, mas bem cuidado, sem barriga, odeio homem barrigudo. Cruzei as pernas no banco de trás e fiquei mostrando a calcinha pro espelho dele. Se a minha ideia era dar, trepar, foder, por que não fazer isso com aquele ali? Nunca dei pra taxista.

- E aconteceu?

- Esse é o problema. Não aconteceu. O tiozinho me ignorou. Ele dava mais atenção ao GPS no párabrisa daquela merda de Corsa do que nas minhas coxas, na minha calcinha branca da Victoria Secret. Mas você me conhece, não sou de desistir. Fui pra meu apartamento, chorei, chorei, chorei. Depois tomei um banho ainda chorando, uma vodiquinha, me perfumei, botei minissaia e decote pra ir à luta.

- A ideia de fazer sexo imediatamente ainda persistia, Alexandra?

- De fazer sexo não, Giorgio. De dar, de trepar, de foder!

- Sim.

- Bom, liguei pra um restaurante japonês e pedi um sushi. O motoboy do restaurante subiu. Quando entrou na minha sala, me pegou sem a parte de cima da blusa.

- Hum, hum.

- Caprichei na cara de tarada praquele rapazinho espinhento, sujo de graxa, lindo.

- E conseguiu seu intento dessa vez?

- Não.

- Por quê?

- O menino era um cagão, Giorgio. Jogou o sushi de qualquer jeito em cima de uma mesinha de apoio belle-époque que tenho e desceu correndo escada abaixo…

- Entendo.

- Não, você não entende, Giorgio. Uma mulher jovem, bem sucedida, bonita, cheirosa querendo dar pra qualquer um e ninguém quer pegar?

- E depois?

- Bom, chorei, chorei, chorei e fui em frente. Liguei pra um colega meu, diretor de arte da agência de propaganda que apresenta as campanhas pra nossa empresa.

- Sim.

- Putz, foi a melhor imitação da voz da Carla Bruni que fiz, cara. Se o dono de uma empresa de tele-sexo me ouvisse contratava na hora. Marquei com ele à noite num barzinho da Vila Madalena.

- Compreendo.

- É, você compreendeu, mas ele não sacou nada. Nada. Tomamos vinho espanhol, comemos uns tapas e, lá pelas tantas, pedi para irmos embora. Só que ele não dizia nada. Aí tomei a iniciativa. Convidei o bonitão pra ir à minha casa.

- E ele foi?

- Foi e brochou.

- Sim?

- Sim, a brochada mais sensacional do universo.

- Sensacional?

- O sujeito não só brochou como teve uma queda violenta de pressão. Acabei a noite com ele num pronto-socorro cardiológico.

- E o que você tirou disso?

- Tirei que um pronto-socorro é um ótimo lugar pra se encontrar homem interessante. Enquanto o atendiam, fiquei conversando com um motorista de ambulância. Um cara meio índio, caladão, rude, mas intrigante, sabe?

- E então?

- Fui direta com ele, com pessoas menos sofisticadas é possível ser assim, você sabe. Olhei no fundo dos olhos do bad boy e disse: “olha, querido, eu percebi que você estava olhando pra minha bunda - e aí, quer me comer ou não quer?” A princípio, ele desconfiou. Mas, diante da minha certeza, topou ir comigo a um quarto de enfermaria.

- Satisfez, portanto, a sua pulsão, imagino.

- O caralho, Giorgio, o caralho! Bem na hora que a gente se pegou, tocou o Nextel do índio. Tinham atropelado uma velha na Nove de Julho e ele precisava correr pra lá de sirene ligada…

- Compreendo, Alexandra. E o que pensa fazer a partir dessa experiência?

- …

- O que pensa fazer?

- …

- Alexandra, pára de me olhar desse jeito!

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(Carlos Castelo)

sábado, 9 de maio de 2009

Liberdade...

"A liberdade dá medo. As pessoas falam sobre a liberdade, mas elas têm medo. E um homem não é homem ainda se ele tem medo da liberdade. Dou a você a liberdade; não dou segurança. Dou a você entendimento; não dou conhecimento. O conhecimento lhe traz certezas. Se posso dar a você a fórmula, uma fórmula pronta, de que existe um Deus, existe um Espírito Santo e um único filho bem amado, Jesus; existe um inferno e um céu e existem boas ações e más ações; cometa um pecado e irá para o inferno, pratique o que chamo de atos virtuosos e você irá para o céu – acabou! -, então você tem certezas.
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É por isso que tantas pessoas optam por ser cristãos, hindus, muçulmanos, jainistas – elas não querem liberdade, querem fórmulas fixas.Um homem estava morrendo – de repente, num acidente de estrada. Ninguém sabia que ele era judeu, então chamaram um padre, um padre católico.
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Ele se curvou bem próximo ao homem – e o homem estava morrendo, nos últimos estertores da morte – e disse:- Você acredita na Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo e em seu filho Jesus? Veja só! – respondeu o homem, abrindo os olhos -, eu aqui morrendo e ele fazendo charadas!"
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(Osho)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Venci...

"Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci..."


(Mia Couto)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perigo...

"Evitar o perigo não é mais seguro do que viver exposto a ele. A vida é uma grande aventura ou então, não é nada." (Helen Keller)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Crenças..


... estudar pra quê?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sombras...

"Nunca tema as sombras. Elas simplesmente significam que existe luz em algum lugar por perto." (Ruth E. Renkei)

sábado, 2 de maio de 2009

O elogio do ciúme...

Nada é mais santo, nem mais sagrado do que o ciúme. O ciúme é a sentinela que nunca dorme: ele é para o amor o que o mal é para o homem, um verídico aviso. Quanto mais uma mulher castigar com ciúme um homem, mais ele lamberá, submisso e humilde, o bastão que ao bater-lhe lhe diz quanto ela se interessa por ele.
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(Balzac)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Questionando a busca...

Um discípulo perguntou a Firoz:
"A simples presença de um mestre faz com que todo tipo de curioso se aproxime, até para descobrir algo do que se beneficiar. Isto não pode ser prejudicial e negativo? Isto não pode desviar o mestre do caminho, ou fazer com que sofra, pois não conseguiu ensinar o que queria?
Firoz, o mestre sufi, respondeu:
"A visão de um abacateiro carregado de frutas desperta o apetite de todos os que passam por perto. Se alguém deseja saciar sua fome além da sua capacidade, termina comendo mais abacates do que o necessário e passa mal.
Entretanto, isto não causa nenhum tipo de indigestão ao dono do abacateiro."
"O mesmo se passa com a busca. O caminho precisa estar aberto para todos, mas Deus se encarrega de colocar os limites de cada um."