quinta-feira, 7 de maio de 2009

Venci...

"Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci..."


(Mia Couto)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perigo...

"Evitar o perigo não é mais seguro do que viver exposto a ele. A vida é uma grande aventura ou então, não é nada." (Helen Keller)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Crenças..


... estudar pra quê?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sombras...

"Nunca tema as sombras. Elas simplesmente significam que existe luz em algum lugar por perto." (Ruth E. Renkei)

sábado, 2 de maio de 2009

O elogio do ciúme...

Nada é mais santo, nem mais sagrado do que o ciúme. O ciúme é a sentinela que nunca dorme: ele é para o amor o que o mal é para o homem, um verídico aviso. Quanto mais uma mulher castigar com ciúme um homem, mais ele lamberá, submisso e humilde, o bastão que ao bater-lhe lhe diz quanto ela se interessa por ele.
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(Balzac)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Questionando a busca...

Um discípulo perguntou a Firoz:
"A simples presença de um mestre faz com que todo tipo de curioso se aproxime, até para descobrir algo do que se beneficiar. Isto não pode ser prejudicial e negativo? Isto não pode desviar o mestre do caminho, ou fazer com que sofra, pois não conseguiu ensinar o que queria?
Firoz, o mestre sufi, respondeu:
"A visão de um abacateiro carregado de frutas desperta o apetite de todos os que passam por perto. Se alguém deseja saciar sua fome além da sua capacidade, termina comendo mais abacates do que o necessário e passa mal.
Entretanto, isto não causa nenhum tipo de indigestão ao dono do abacateiro."
"O mesmo se passa com a busca. O caminho precisa estar aberto para todos, mas Deus se encarrega de colocar os limites de cada um."

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Ilha de um homem só.

Que meu momento presente seja a confirmação de todas as escolhas feitas e desfeitas de outrora. Inclusive as que escolhi não fazer...
Uma ilha reflete a ilusão por estar só na superfície. Ao mergulhar, percebe-se que ela é una com toda a terra.
O homem só, anda acompanhado...
O homem só, é na verdade, muitos...
Como pode se reconhecer, sozinho, quando apenas com o outro ele se expressa?
Quando sozinho, não há medida e não há além?
A semente em si, não cresce só.
Pois.. Gratidão é tema de dois; partilha também.
Comunhão é tema de Um. Amor também. O dois que se torna Um.
Que o ciclo que se recicla, seja mais seu..
Que o nosso caminho, seja de encontros e reencontros, cobertos pelas bençãos por nós merecidas!
Que o novo nos brinde com harmonia, consciência e inevitável crescimento...
O que desejo a mim, desejo a você..
E aquilo a mim desejado, multiplicado seja, colorindo nosso arredor.
.. pois sem a prosperidade e a felicidade do outro, como posso eu ser feliz também?
Por isso quero o mais belo, o mais sonoro, o mais carinhoso e intenso.. em tua vida!
A minha será apenas consequência! E saiba que a Ilha, é continente!


“Toda humanidade é um só volume.
Quando alguém morre, seu capítulo não é rasgado, mas traduzido para uma linguagem melhor… nenhum homem é uma ilha, inteiro em si“ (John Donne)

sábado, 25 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Livro do autoconhecimento humano...

"sofremos até a página sete
amamos o próximo até a página três
temos certeza absoluta até a página dois
gostamos de peixe cru até a página nove
achamos a Julia Roberts bonita até a página cinco
conversamos como adultos até a página seis
pensamos na camada de ozônio até a página oito
acreditamos no ser humano até a página um
aceitamos o mundo como ele é até a página quatro
mas julgamos
julgamos sempre
pela capa."
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(Marcelo Ferrari)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Namoro...

O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone:
- Desliga você.
- Não, desliga você.
- Você.
- Você.
- Então vamos desligar juntos.
- Tá. Conta até três.
- Um... Dois... Dois e meio...
Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? Eram ridículos. Ronron, Suzuca, Alcizanzão, Surusuzuca, Gongonha (Gongonha!), Mamosa, Purupupuca...
Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo:
- As dondonzeira ama os dondonzeiro?
- Ama.
- Mas os dondonzeiro ama as dondonzeira mais do que as dondonzeira ama os dondonzeiro.
- Na-na-não. As dondonzeira ama os dondonzeiro mais do que, etc.
E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de línguas, beijos de amídalas, beijos catetéricos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais.
Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo.
E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.
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(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Correio Braziliense.)