sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mulher.. 99% perfeita!

Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se isso, hoje, ainda ocorre.

Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que me descredencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.

Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto, observando a paisagem. Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas: a fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no córner masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no córner oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava.

Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo. Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática.

Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a história é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda?

Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre numa existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos!

E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição, fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia.

Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.

Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones do cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem.

Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito! (Luis Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mulher esperta e... Advogada..

Quando Daniel, um belo, promissor e jovem advogado, descobriu que herdaria uma fortuna quando seu pai morresse, decidiu que precisava de uma mulher para virar sua grande companheira.

Assim, numa noite ele foi para o bar da OAB, onde procurou a advogada mais bonita que já tinha visto. Sua beleza natural tirava seu fôlego.

- Eu posso parecer um advogado comum. - disse enquanto se aproximava da musa- Mas em cerca de um mês ou dois, meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares.

Impressionada, a mulher foi para casa com ele naquela noite e, três dias depois, se tornou sua madrasta...

sábado, 1 de dezembro de 2007

O monge Zen na TV..

O monge Zen foi convidado a um programa de TV.
Lá também estavam líderes de diversas religiões, a fim de ser entrevistados.

Cinco minutos após começar o show, já armou-se a maior briga no auditório: qual deus é melhor, qual doutrina é a melhor.

No meio daquela enorme confusão, onde mal se podia falar, o entrevistador perguntou: "E o Senhor, monge Zen, como vocês compreendem Deus e como é a doutrina de vocês ?"

"Ah, não temos nada disso não."

"Ué, não, por quê ?"

O monge apontou para a confusão atrás deles: "Por causa daquilo."

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Escutatória...

"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
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Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma."
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Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
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Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
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Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
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Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
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Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios.
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Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.
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Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.
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Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado."
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Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".
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Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.
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Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
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Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
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A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa...
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No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
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Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto." (Rubem Alves)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Parábola do abmudo..

Um mestre para um discípulo que está andando pela rua e lhe diz:

Venho pedir humildemente pra que você seja meu guia, meu mestre. Sei que você tem muito a me ensinar. Sei que eu ainda tenho muito que aprender.

O discípulo responde: tudo que tenho pra lhe ensinar é que você não tem nada pra aprender.

O mestre duvida.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O anúncio...

Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão:

"Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?"

Logo juntou-se um grande número de pessoas, com todo mundo gritando: "Queremos, queremos!"

"Excelente!", disse o Mullá. "Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim."

sábado, 24 de novembro de 2007

A doença como forma de alcançar a perfeição...

A doença humana manifesta-se através dos sintomas. Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência que se precipitaram na forma física. Qualquer princípio não vivido na consciência insiste no seu direito à vida, manifestando-se através dos sintomas físicos. Com estes sintomas somos forçados a conviver constantemente de modo a concretizar coisas que não pretendíamos realizar por opção da nossa consciência, mas que nos são impostas pelo nosso espírito.
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É assim que os sintomas compensam qualquer tentativa da consciência que espelha a realidade do espírito, em não buscar a plenitude na unidade perfeita. Este estado de unidade plena é considerado o verdadeiro equilíbrio que o espírito busca, porém dificilmente interpretado pela nossa consciência desacostumada com o estado uno da perfeição a ser alcançada pela evolução. A tendência e a necessidade da polaridade persistem até a abertura total da consciência com a conseqüente compreensão e aceitação da unidade no espírito. O sintoma, a doença, é a busca daquilo que o espírito sente falta na consciência. Por isso cada sintoma tem seu significado e interpretação específica no desequilíbrio de cada ser humano.
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A doença nos torna mais honestos porque revela o outro lado da nossa consciência, que busca no sintoma a dualidade para o nosso espírito poder equilibrar-se. Apresentando os dois lados, o da consciência e o do sintoma, podemos contemplar exata e honestamente como espiritualmente somos. A cura só é possível na medida em que nos conscientizamos e nos integramos dos aspectos que ainda se apresentam ocultos de nós mesmos, formando a nossa sombra. Assim que descobrimos o que nos faz falta espiritualmente, o sintoma (doença) torna-se supérfluo. O objetivo da cura é a unicidade e a totalidade do espírito. O ser humano é perfeito quando enfim descobre seu verdadeiro Eu, o seu grau evolutivo espiritual e se torna uno com tudo o que existe, como toda a criação de Deus. A doença força o ser humano a permanecer na trilha rumo à unidade, e por isso: - " A Doença é um Caminho para a Perfeição".
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Quando pregamos a unicidade e a totalidade do ser, estamos estimulando o homem a evoluir espiritualmente, caminho que naturalmente leva a Deus, e isso se faz através da reformulação moral, da aquisição de novas interpretações da vida, da existência, dos problemas, do destino e da dor. Portando, as melhorias que promovemos em nosso caráter humano, nos equilibra espiritualmente, conduz nosso espírito à unidade, à totalidade, à plenitude, à perfeição e à Deus. Assim entendemos perfeitamente o objetivo de Jesus Cristo em seu divino ensinamento sobre o amor, a fé, o perdão e a caridade. Conduzir nosso espírito a Deus através da superação, da reformulação, da unidade e manutenção do estado de elevação do caráter humano, mesmo que temporariamente, enquanto estamos encarnados, mas que lenta e gradativamente transformam e elevam nosso espírito a outras dimensões com características afinadas com a regeneração.
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Quando dói nosso corpo entendemos que o espírito, através da consciência, está a reclamar sua parte do todo, da unidade que a natureza universal, divina e plena conspira incessantemente para buscar. Se o sintoma, a doença, é a expressão da imperfeição que vai no espírito, a cura é o equilíbrio conquistado através da sua superação. O espírito sendo a unidade matriz dos demais corpos, físico e etéreos, é natural que todos os corpos criados tenham sua característica básica estampada, tanto intrínseca quanto ostensivamente. Toda manifestação física, moral, emocional, energética, social, cultural e comportamental do homem, está ligada à característica de seu espírito, inclusive a dor que tanto tememos e da qual tanto fugimos.
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O espírito (matriz) tem a necessidade do complemento, da unidade, da expansão evolutiva, influindo nos demais corpos etéreos que constituem o ser, vindo até a parte mais densa destes corpos, ou seja, o físico. Quando esta sutil influência chega ao corpo físico, já não é mais sentida como impulso nem como simples tendência, mas sim como necessidades: doenças! Este é o princípio da Psicossomatização. O espírito busca a evolução através da reformulação dos seus valores essenciais. Os corpos somáticos intermediários constituintes do ser, interpretam a carência e os excessos como uma necessidade do espírito de atingir a unidade perfeita.
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A consciência, que é o consenso destes corpos, identifica o método a ser utilizado na ação de reformulação progressiva e o corpo físico, através dos sintomas (doenças), o executa. Se a doença nos faz tanto mal, como costumamos interpretar, basta preparar-nos para podermos interceptar as ordens da matriz (espírito) antes que cheguem em nosso corpo físico.
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Se mais espiritual, consciente, elevado no caráter, tranqüilo, seguro, afetuoso e menos apegado às coisas da terra, de ordem material e humana como a avareza, a luxúria, os vícios, o orgulho, as paixões, os medos, as culpas e a necessidade constante de sermos heróis, conseguiríamos melhor interpretar as derivações do nosso espírito, sem precisar de tantos recados indiretos, geralmente por via muito pouco conhecida: - a consciência ! Daí sim, poderíamos sentir menos dor!
(A doença como caminho de cura)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Como sua casa é vista...

POR VOCÊ
PELO SEU BANCO
POR UM POSSÍVEL COMPRADOR
POR UM AVALIADOR
PELO SEU MUNICÍPIO (IPTU)



domingo, 18 de novembro de 2007

Tem vez que cansa...

Tem vez que cansa. Cansam portas fechadas, chaves que não abrem as portas fechadas, a angústia por ainda não se saber como abri-las. A vontade que tece o seu ninho nos galhos mais verdejantes e passa tempos chocando ovos que parecem que não vão mais se romper. A espera pelo vôo das borboletas que demoram crisálidas para se desvencilhar dos casulos.
O repetido surgimento do não quando a vida da gente prepara incansáveis banquetes de boas-vindas para o sim. O quase que se prolonga tanto que causa a impressão de ser interminável. E, à espreita, sempre acompanhando os movimentos da nossa coragem à distância, a perigosa perspectiva do nunca, aguardando cada brecha criada pelo cansaço para tentar nos dissuadir dos nossos propósitos.
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Tem vez que cansa, sim. E parece que somos incapazes de mais um único passo fora do território do nosso cansaço. O ânimo desaparece sem deixar vestígios, pegadas na areia que nos levem até onde as suas águas refluem. Sabemos que ele permanece lá, em algum lugar que temporariamente não acessamos, como o sol por trás de nuvens que querem chover mas não conseguem. Sabemos que ele está lá e que precisa apenas de um tempo para se recompor. Para soprar as nuvens e voltar à cena. Para retomar o caminho com a gente. Para nos lembrar outra vez, depois de outras tantas, que, aconteça o que acontecer, sob hipótese alguma queremos desistir do que nos importa.
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Tem vez que cansa. Não há nada que possamos nos dizer que revitalize de imediato a crença na nossa capacidade de transformação. Sequer conseguimos ouvir a nós mesmos, a comunicação é interrompida pelos ruídos momentâneos da negatividade. Aquela conversa fiada mental que não nos leva a nenhum lugar bacana, o olhar estreito que não vê coisa alguma além do nosso próprio desânimo. Esse cansaço às vezes é acompanhado por uma tristeza muito doída, que pede o nosso melhor abraço; outras, por uma raiva que pode se fantasiar com um monte de disfarces. Quando a gente se cansa em demasia, o coração não canta, as cores desbotam, o tempo se arrasta pelos dias como se estivesse preso a imensas bolas de ferro.
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Tem vez que a vida da gente cansa. Pele sem viço, olhos sem lume, pés doloridos, os ombros retesados pelo peso que carregamos. Cansa e senta um pouco para descansar, respirar grande, recobrar o fôlego. Cansa e procura sombras de árvores, banhos de silêncio, acalantos capazes de fazer os medos dormirem. A vida da gente cansa, sim, vez ou outra. Quando acontece, o melhor a fazer é ouvir-lhe as razões com o coração. Permitir-lhe o cansaço e uma pausa pra repouso. Trocar os lençóis, suavizar a luz, massagear-lhe as costas, e lhe dizer mais ou menos assim: descansa um pouco, minha vida. Descansa. Depois, fica aqui, de novo, inteira comigo. Vem regar as sementes que ainda vão florescer. (Ana Jácomo)

sábado, 17 de novembro de 2007

Sermão..

Certo dia, os moradores do vilarejo quiseram pregar uma peça em Nasrudin. Já que era considerado uma espécie meio indefinível de homem santo, pediram-lhe para fazer um sermão na mesquita.
Ele concordou.
Chegado o tal dia, Nasrudin subiu ao púlpito e falou:

"Ó fiéis! Sabem o que vou lhes dizer?"

"Não, não sabemos!" .. responderam em uníssono.

"Enquanto não saibam, não poderei falar nada. Gente muito ignorante, isso é o que vocês são. Assim não dá para começarmos o que quer que seja..", disse o Mullá, profundamente indignado por aquele povo ignorante fazê-lo perder seu tempo.
Desceu do púlpito e foi para casa.
Um tanto tristes e envergonhados, seguiram em comissão para mais uma vez, pedir a Nasrudin fazer um sermão na Sexta-feira seguinte, dia de oração.
Nasrudin começou a pregação com a mesma pergunta de antes. Desta vez, a congregação respondeu numa única voz:

"Sim, sabemos."

"Neste caso" disse o Mullá, "não há porque prendê-los aqui por mais tempo. Podem ir embora."
E voltou para casa.
Por fim, conseguiram persuadi-lo a realizar o sermão da Sexta-feira seguinte, que começou com a mesma pergunta de antes.

"Sabem ou não sabem?"
A congregação estava preparada.
"Alguns sabem, outros não."
"Excelente!!!", disse Nasrudin, "então, aqueles que sabem transmitam seus conhecimento para àqueles que não sabem."
E foi para casa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Estratégia...

Um velho homem vivia sozinho em Reykjavík.

Ele queria arar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.

Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho: "Querido filho, estou triste pois não vou poder plantar meu jardim neste ano. Triste estou por não poder fazê-lo.. sua mãe sempre adorava as flores e esta é a época do plantio. Mas estou velho demais para cavar esta terra. Se estivesse aqui, eu não teria esse problema.. mas sei que não pode me ajudar. Com amor, seu pai."

Pouco depois o pai recebeu a seguinte carta: "PELO AMOR DE DEUS PAI! NÃO ESCAVE O JARDIM! Foi lá que escondi os corpos.."

Como as correspondências eram monitoradas na prisão; às 4 da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes e peritos apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.

Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:
"Pode plantar seu jardim agora pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Doente, graças a Deus..

Nasrudin, sentado na sala de espera do consultório médico, repetia em voz alta:

"Espero que eu esteja muito doente", o que intrigava os outros pacientes.

Quando o médico apareceu, Nasrudin repetia quase gritando:

"Espero que eu esteja muito doente".

"Por que você diz isso?", perguntou o médico.

"Detestaria pensar em alguém que se sinta tão mal como eu não tenha nada!".