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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sobre a espera...

São 182 envelopes.
São 182 envelopes com o nome e endereço de cada um.

Os livros estão ganhando vida na gráfica e virão de uma só vez; única tiragem; filhos únicos.

Aqui, eu e Anna esperamos a chegada para deixá-los prontos para postagem. Com a dedicatória merecida. 
 
A previsão é que tanto cheguem quanto partam na semana mesma do dia 15/05. Ou antes.
Eu sei, eu sei. Eu estou tão ansioso quanto vocês. E impaciente.

Peço que aguardem um pouco mais. Um pouco mais, apenas.
Volto a dizer que a espera valerá a pena. 
E a ansiedade será superada pela boa literatura. É o que reza a lenda.

Uma vez mais agradeço a cada um que garantiu o seu e colaborou para o nascimento da obra nova. Por isso a pré venda, que se tornou a única venda.

Aos que guardam alguma dúvida, podem me chamar no e-mail: guglicardoso@gmail.com. 

Estou à disposição.

Guilherme Antunes.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O sonho de Anna...

Criou-se o sonho para haver manhãs. E ela despertou-me cheia de estranhezas. A palavra é por si só uma bruxaria. O nome pertencia a ela como um fruto. A partilhar comigo e para além de mim. O nome a ensinar-me o essencial sobre os pássaros. Criou-se o sonho para haver claridade. E ela despertou-me cheia de notícias. A palavra é por si só uma verdade. O nome pertencia a ela como uma semente. A partilhar comigo por amor. O nome a ensinar-me o essencial sobre a generosidade. Anna deu vida ao nome, ao livro, aos pássaros, ao amor. Através de suas noites para haver dia; para haver páginas; para haver verdade; para haver destino. E algum amor. A salvar-nos todos. Como proponho. Como convido.

Conto-lhes aqui o sonho de Anna.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sempre...

A esperança se usava sempre da voz dos pássaros.

domingo, 23 de abril de 2017

Maturação...

Seria possível dizermos que não há medos e ansiedades? Olharmos para tudo o que vivemos com nossos pais e aceitá-los, entendê-los e perdoá-los? Seria possível afirmar que nos vemos livres da carência, dos ciúmes, das irritações, do egoísmo? Conseguiríamos aceitar com generosidade aquilo que se viveu, errou e sofreu sem culpas, mágoas, ressentimentos e tristezas?

Qual degrau estamos? E qual acreditamos estar?

A resposta, guarde para devida maturação.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Das implicâncias...

Há gente de todo lado a louvar coisas que por certo não agradam a toda gente, como chouriço, mocassins, férias na praia e dessincronias. Quero, pois, versar sobre os embaraços criados por estas últimas a que menciono. Defino a dita cuja como o descompasso entre tempo e o ritmo na ordem dos fatos ao facilitar desagradáveis pormenores e causar-nos alguma turbulência em nosso plácido céu de brigadeiro cotidiano. A "sincronia" dá-se por conta da desoportunidade e a sua possibilidade de causar-nos pequenas frustrações e vergonhas. Dou exemplos: o inexato instante que decide com dúvidas avançar a faixa de pedestres por não saber quanto tempo de sinal verde resta para você e vermelho para os carros. Você dá o primeiro passo adiante e descobre. Não restava nada. Os carros aceleram e você recua, sentindo-se uma besta. Outro: elevador parado no andar com alguns gatos pingados dentro. Ao longe você, calculando os passos, a velocidade no trajeto e um sentimento que só nos aparece em horas assim, aquele de acreditarmos na humanidade o suficiente para pensar que algum bom samaritano segurará a porta para nós. É o tempo preciso para colar com a fuça na porta que acabou de fechar. Ninguém a segurou e você mais uma vez com cara de besta. Outro clássico: lépido, faceiro e distraído, caminhando pela calçada avista pessoa a lhe acenar. Um filme se passa com todos os rostos possíveis e situações prováveis. Você chega a conclusão de que é um desmemoriado e cheio de dedos resolve acenar em retribuição. Sorri, inclusive. Na sua direção a pessoa atravessa seu corpo como se você não existisse a abraçar a outra atrás de ti. Seu castelinho de cartas emocional desaba num só golpe de vergonha. Cara de besta e saída pela tangente. Tem aquela quando acenamos ao ônibus e ele passa direto, ou quando continuamos falando alto no momento em que a música acaba e mais outros milhares de pequenos constrangimentos patrocinados pela dessincronia. Talvez ela seja fruto de uma distração dos anjos ao permitir maquiavélica mancomunação entre o tempo e o capiroto, a arrancar-nos a dignidade e a orientação num breve segundo, devolvendo-nos logo em seguida. Nunca saberemos.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Controversa...

Uma grande tristeza lhe era como uma exuberância controversa. Acreditava que no íntimo de cada um dos homens havia um envergonhado orgulho de sustentá-las. Uma das razões de não as despedirmos mais cedo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Carta V...

[...]  Por isso não vale a pena decretarmos nossos amanhãs a partir dos humores tristes de hoje. Não vale anteciparmos a tristeza porque decretamos que algo será ou deixará de ser, como uma constatação míope de um peito carregado que pouco permite que enxerguemos.

(Carta a uma amiga)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

De quem, afinal?

A vida é coisa muito frágil e para protegê-la deixamos de viver. Qual o sentido de evitarmos o que não se deve, insistirmos com o que não se pode e nos perdermos? Por que fazemos questão das tristezas, dos cacos, dos escuros e tempestades? Por que insistimos tanto e tantas vezes em morrer? Perdemos o amor como quem perde o ônibus. Aguardamos o amor como quem aguarda o ônibus. As urgências estão equivocadas. As insônias estão equivocadas. O que nos dói é o que de nós mastigamos. E nos cremos muito por não aceitarmos qualquer desaforo.

Mas, de quem, afinal?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Para trás...

A dor que insiste em permanecer é aquela que mais fala de ti. Escutar a verdade que ela insistentemente sussurra nas entrelinhas é o que lhe dará o direito a deixá-la para trás.

domingo, 9 de abril de 2017

A vigésima segunda visita da generosidade...

Uma releitura generosa dos óbvios.

O meu terceiro livro, pela Editora Penalux.

A pré-venda está aberta.
R$ 42 reais já com o frete.

A quem interessar, 
mande e-mail: guglicardoso@gmail.com

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Devoção...

éramos tão novos e já amávamos um amor antigo.

aqui,
peço que olhes o teu reflexo nos meus próprios olhos:
não há intimidade maior do que olharmos juntos para o que se ama.

na ausência tua,
os lugares todos te reconhecem
(e eu neles não me reconheço mais)

diga-me amor,
de que país se é quando se ama assim?

a palavra é impaciente quando não escutas,
o sossego é incompleto quando não estás
quando regressas
beijo-te dez segundos
e sou feliz para sempre

prometo amar-te até
a última folha do calendário,
e a primeira

prometo amar-te até 
o último limite,
e amar-te quando 
não houver nenhum limite mais

na aritmética exata dos desejos
a geometria perfeita do teu corpo no meu;
se te desenhasse seria um homem completo

trazes-me
a fome absoluta. o prazer absoluto.
a entrega à vida

debaixo de uma lua só nossa
tua silhueta brinca-me com as sombras
nas cores rubras do abajur do quarto

por debaixo desta luz
minha devoção:

Deus é uma bailaora.

sábado, 1 de abril de 2017

A vigésima segunda visita da generosidade...

"A vigésima segunda visita da generosidade"

Uma releitura generosa dos óbvios.

À força do instante,
inesperado o saber
das asas. 

A quem interessar possa, mande-me mensagem:

quarta-feira, 29 de março de 2017

Carta IV...

[...] a outra coisa é que iremos atrair para a nossa vida as experiências que confirmem as crenças que temos sobre nós. A repetição dos padrões e frustrações se dão por conta das questões interiores que para cada uma delas ainda não olhamos profundamente e com generosidade. O que penso é que ciente dos nossos engessamentos poderemos mudar a narrativa emocional que andamos a escrever e a repeti-la diariamente. Dissolvendo os nós e libertando-nos do passado, ganhamos a liberdade e o espaço para permitirmos que o novo realmente venha. Quanto mais olharmos para nós, melhor enxergaremos a vida. Quanto mais nos amarmos, mais o amor poderá chegar. Creio que esta seja a lei.

(Carta a uma amiga)

sexta-feira, 24 de março de 2017

Companhia...

Enquanto bebo uma cerveja, aguardo o amor vir sentar-se do outro lado da mesa. Não carece saber o que me dirá em seguida. O que quer que me diga será o suficiente.

Afinal, não é sempre que o amor nos faz companhia.

terça-feira, 21 de março de 2017

Saiam...

Aos demônios, convido a se retirarem.

Obrigado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Emocionais, é claro.

A previsão do tempo nos permite escolhermos ou não os guarda-chuvas. Apenas isto. Sem garantias, como gostariam nossas ansiedades. Sem certezas, como precisariam nossos controles.

A previsão do tempo é apenas um pretexto para prevermos.

Somos dependentes das previsões e receitas de bolo.
Emocionais, é claro.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Humanidade...

Amar alguém é amar todos os outros. Assim como matar alguém é matar todos os outros. Isto se considerarmos a humanidade que nos atravessa indistintamente como uma verdade que nos comunica e nos define.

(Um atrevimento como resposta ao pensamento de Albert Camus)

segunda-feira, 6 de março de 2017

E não o contrário...

O amor perdeu o amor. 
O amor perderá o amor. Os amores. 
O amor se perderá. 
Mas, o amor jamais perderá o amar. 
E o amar há de perdoar o amor.

É o verbo quem nos salva das desesperanças.
Uma e outra vez e cada vez mais. Sempre.

É o amor quem nos conjuga no tempo, e não o contrário.

sábado, 4 de março de 2017

Em nós...

alegrava-me por desaguar 
em nós o me
destino.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Sensatez...

O perigo de ser um excessivo sonhador era não viver o bastante para redimir-se de qualquer coisa que não havia lhe dado outro futuro e melhor oferta ao peito. O risco era bastar-se com suas interiores ilusões e invisíveis esquecimentos, prendendo a vida imensa no limitado da própria cama. Era nítido o contraste disto com as esperanças; estas que não permitia entrada no quarto a despertá-lo para continuar a procura de melhores destinos e algum amor.