terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Resoluções...

Aquele frio que já lhe cortou alma era vento forte de tempo fechado ou desilusão dos sonhos de ontem? Pois, insensível aos apelos do porvir, andou cego às gentilezas da vida e surdo às do coração. Abrigou da dor no colo o seu próprio peito. E cansado de ser mau jardineiro a pisotear as flores que o tempo lhe brindou com sementes muitas, queria agora era curar feridas. Queria voltar a ser quem nunca foi e aprender o que não havia até ontem aprendido: lembrar que no palco da vida somente ele poderá ser seu antagonista. Cansado de refletir tristezas, passou a espelhar em si a própria luz. Há ainda de construir novos caminhos a denunciar suas escolhas de fé. Salvar-se-á de vez, daqui pra frente.

E sem resoluções a fazer ele quer olhar-se e descobrir quem ele é. De verdade.

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