quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Medo de voar...

Adulteramos as memórias, embora não se trate de enganar mas de não se lembrar das verdades. Não há registro fiel do passado senão das lembranças sempre através das conveniências. Remendos do que escolhemos esquecer pela necessidade de conviver com o que não nos ponha em xeque. Insinuamos alegrias banais do cotidiano. Aplaudimos o que nos sobra. 

O homem não levanta vôo pela ausência das asas, mas pelo medo de voar.

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