quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sobrenome...

O que não a matava por ela era morto: lugares, nomes, perfumes, histórias. O peito lhe era uma casa abandonada. As memórias, assombradas todas por arrependimentos. O destino era um mal entendido, visto que o amor ou lhe era falha ou falta, e um desastre a que sempre se dirigia com testemunhas e prévios atestados de óbito. Os signos do zodíaco deviam-lhe melhor sorte. Era herdeira silenciosa das repetições. 

Sentia-se a única neste mundo a conhecer com intimidade o sobrenome das tristezas.

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