sábado, 10 de junho de 2017

As palavras...

O calendário é uma mentira para as saudades mas uma verdade para o amor. Ou vice versa.
O café é o cheiro exato na ausência do cheiro dela. 
A tristeza é uma novela na qual quase morremos no final. 
A vida é uma coleção de despedidas que nem sempre se despedem de nós.
O óbvio é aquilo que quase nunca sabemos enxergar. 
A lua e as rosas sempre servirão para os poemas de quem procurar por um.
A salvação começa por nós mesmos. A ilusão será pensar de outro jeito.
Às vezes é preciso entrar para poder sair. Tem gente que quer sair antes de entrar.
O sol é um convite silencioso para as esperanças.
O lado que ignoramos é o que mais sabe de nós.
A escravidão pode ser muitas coisas que não nos parece escravidão. 
Temos facilidades para obedecer cores escuras no peito.
As palavras podem ser doçura ou espinho: depende de como amanhece o coração.

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