quarta-feira, 15 de março de 2017

Desamor...

O desamor é um vício que pode prender-nos entre os altos e baixos de uma abstinência amorosa. O amor que não há é o exato vazio que nos sufoca. Sair do inferno é um lento e gradual recomeço. Afastá-lo equivale a restaurar o amor próprio. O fato é que se pode, mesmo distante, ainda sentir a falta do enxofre. O mero primeiro frescor pode disparar o desejo de se regressar ao inferno apenas por ser um (in)suportável conhecido. Uma maneira perversa de procurarmos onde não há: maneira ingênua de buscarmos a felicidade na infelicidade. E isto porque nos foi a única notícia que recebemos nos últimos tempos.

Sair do inferno demora porque o inferno precisa sair igualmente de nós.

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