sábado, 10 de dezembro de 2016

Dos (des)apontamentos sobre o amor...

amar é não ser nunca por inteiro 
não ser jamais suficiente: 
presença, tempo, outro. 
sentir a vida demasiado breve 

solução cega de busca para 
o que nos é incompleto 
temor em perder o pouco que se recebe 
e o muito que se ganha. 

medo de ser aniquilado por aquilo 
que o amor não é, 
sobrando-nos para qualquer serventia 
que não o amar. 

é querer morrer mais tarde, 
é precisar morrer mais tarde, 
é querer chegar mais cedo 

atenuar as pressas 
e sentir pressas. 

após sua partida, 
partimos nós, 

tornando inútil a existência do mundo.

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