sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Inundou-me...

A ausência maior a que me sujeito é a minha. O único medo que suporto é o alheio. O tempo que tenho está perdido. O pecado que me orgulho não cometi. O espinho que tolero arranha o outro. A cura que conheço é a de terceiros. O único conselho certo não escolhi. A confissão que me sujeito não é verdade. A verdade que confesso já descartei. A única aposta que faço eu já perdi. A única diversão é aquilo que sonhei. A única esperança é o amanhã além daqui. 

 A única lágrima que permiti me inundei.

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