quarta-feira, 16 de novembro de 2016

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Vou trabalhar, vou à academia, vou à faculdade, vou ao banheiro, vou à balada, vou ao proctologista, vou dormir, vou vomitar. Diretas, indiretas, frases de impacto, correntes, maledicências, incoerências, mimimis, blablablás e mais do mesmo. Gente pedindo paz e gente querendo confusão. Experts em economia, ciências políticas, falta de noção, sociologia, educação, psicologia, clichês, filosofia, babaquice, literatura, egocentrismo, coitadismo e polêmicas. Imagens motivacionais, animaizinhos, piadinhas, fotos posadas e posudas, gente bacanuda para além da inveja e do recalque, sempre por cima da carne seca. Pessoas sempre felizes, amigos para sempre, lugares paradisíacos, festas inesquecíveis, jantares maravilhosos, viagens fantabulásticas. A família da propaganda de margarina, namorados de propaganda de pasta de dente. Fãs instantâneos de quem acabou de morrer. Comentaristas políticos, futebolísticos, religiosos, de teledramaturgia e da vida alheia. Citações do escritor da moda, do pensador da época, poemas açucarados, frases de música engajada e mela-cueca. Briga de egos. Guerra de vaidades. Polêmicas. O politicamente correto. Textões. Textões. Textões. Convites infernais para joguinhos, páginas, comunidades, eventos e para o raio que nos parta. Afetações, intolerâncias e muita, muita burrice. Entusiastas das banalidades e de tragédias. Muitos animais se levando à sério demais e outros tantos bichos não catalogados.

Se nada disso houvesse, nada sobraría(mos).
Cidade fantasma.
 
Silêncios.

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