Por não lidar com os fantasmas que carrego, mato-me aos poucos, envenenando-me com o que me afogo, anestesiado para o que não sou. Cego-me para dizer que as coisas são cinzas por sentir que não mereço enxergar as cores. E por não conseguir amar quem amo, o destruo abraçado comigo, dirigindo-nos para a violência dos abismos. Pois não há desfecho que não seja tragédia, e não há "durante" que não tenha sido uma farsa. O tempo em mim se repete como castigo. Os ponteiros servem-me apenas para magoar. As virtudes que não sou matam-me por capricho. Sangro pelos medos todos e por espinhos outros que convenientemente nomearam sentimentos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
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Um comentário:
Sabemos o caminho, mas os passos insistem em serem os mesmos e as marcas ficam no lugar conhecido de nós.
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