O medo era como sonhar sempre com abismos. Contrariava coragens quando adormecia. E na beirada de si, via-se jovem destemida a cair pelas incertezas que tinha. Jogava-se toda a noite entre os silêncios do quarto e do corpo aos abismos que lhe convocavam. Sonhava com as verdades que não alcançava. O despertar obrigava-lhe reconhecer coragens para o cotidiano duro que a impedia de sonhar. A coragem era, na verdade, a queda e o sonho.
E o medo, não era nada.
(Guilherme Antunes & Carolina Ruiz)

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