A fragilidade da vida oculta segredos e inteligências antigas. Até a fundura do homem e do tempo, depois de contornado o engano de haver alguma alma estragada, suspeita-se que a consistência é aquela que não se vê. O amor desfeito revela apenas o quanto há dentro para habitar amor. As dúvidas contam-nos sobre o compromisso com a verdade. O medo aponta-nos ser o guardião do próprio destemor. A fragilidade não nos apronta caprichos, não nos guia ao tropeço ou à quietude da dor. Devemos discernir pelos contrastes: a ausência de pulsação fala-nos sobre o quanto ainda há para pulsar. A fé não será dada pela certeza, mas por sua falta. Protestamos por não nos sabermos muito valentes. A confissão é que estamos à mercê das interiores sombras que nos desabitam e somente delas. Isto porque para cada uma há de termos a nossa própria luz.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
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Um comentário:
Adorei seu escrito... me identifiquei!!
Desejo uma boa semana.
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