Comprometidos
com o tempo passado, presos ao nosso próprio futuro: entre todas as
possibilidades e possíveis combinações, nós somos o que poderíamos ser.
Não nos sendo possível sermos outros, aceitemos as versões que compõem a
nossa história, aceitemos os lados e avessos que ora carregamos ora nos
carregam. Ao navegarmos no rio do tempo, sopremos nós a favor ou
rememos contra, somos e seremos sempre o nosso próprio destino.
Assim,
sejamos generosos conosco, ainda que nos percamos entre as nossas marés. O melhor lugar para aportarmos será, se permitirmos, em
nosso peito - a nossa casa.

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