A poesia não tem pretensão de responder-nos sobre o sentido da vida, embora alivie a ausência daquele que não crê, celebre a presença de quem nele crê e, facilita-nos a convivência com esta ausência ou presença - ambas possivelmente complexas e incômodas - de que se serve a poesia mesma.
A poesia é a celebração do que somos, independentemente de como estejamos.
A poesia alivia-nos da angústia de saber ou não, crer ou não, ou então, alivia-nos apenas de viver.

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