sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Fantasmas...

A vida, meu filho, já me foi causa de receios e temores. Tive medo do amor se aproximar e eu sempre estragá-lo: a viver suspeito de que ninguém para mim serviria por não servir para ninguém; colecionando ao longo do tempo não memórias, apenas silenciosos fantasmas e fracassos interiores. E por muito sofrer por causas e motivos que criei e permiti por não saber amar, descobri que o medo que tanto senti não foi por conta da vida acontecer-me sempre toda errada. Sentia medo exatamente por ela poder acontecer-me como algo inesperado e certo.

Um tipo estúpido de precaução que para evitar doermos pela perda, filho, perdemos já antecipadamente.

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