segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A ir...

Não há o que me impeça, mas não faço, permaneço, e ainda insisto. Admiro os absurdos: o excesso de mundo para o pouco de vida a que me permito. Os convites insistentes para as verdades que não aceito e que salvariam-me da minha própria apatia e palidez. O que me é tão pouco, quero demasiado. O que me é demasiado, quero pouco. Ou nada. Temo que o viver não seja o que empurrar, inclusive este momento exato em que sou, estou e nunca me basto (ou muito me perco). Percebam: vivo sem conviver em paz com os advérbios. Aprendi a dormir, e somente sonhar. Não há nada o que me impeça, mas insisto, não o faço, não vou, não vôo. 

Mas continuamos a ir, sempre.

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