sábado, 18 de junho de 2016

Qualquer jardim...

Se a rosa não aceitasse seus próprios espinhos não poderia ela revelar sua beleza e, sentindo-se culpada pelo que é, desejaria ser outra que não a si mesma.

Assim, a rosa viveria ocultando parte do que é e sofrendo por isto, incomodando-se por ver nas outras rosas aquilo que também carrega.

Adoeceria a rosa por recusar-se, sentindo-se menos exatamente por negar seus inteiros, acreditando não merecer qualquer jardim ou primavera.