quarta-feira, 8 de junho de 2016

Primeiros socorros...

Quando mais precisamos do amor próprio para seguirmos adiante, mais o colocamos em xeque pela sua ausência. Quando mais precisamos nos aceitar para nos alcançarmos, menos nos aceitamos, ficando nós para trás de nós mesmos.

Queremos nos aceitar sem nos aceitarmos; acreditando num amanhã qualquer que por algum motivo seremos outros, com menos culpas, dúvidas, raivas e ansiedades, e aí, então, poderemos nos aceitar e nos encontrar com a serenidade e o equilíbrio.
 
O que insistimos em não perceber é que será a partir do amor próprio - sendo ele possível  existir sempre no presente - que então seremos outros sem precisarmos ser; podendo nós a partir dele dispensarmos culpas, dúvidas, raivas e ansiedades.

Aceitando-nos agora e poderemos nos aceitar amanhã. O caminho inverso não é possível, embora tanto acreditemos nele pela facilidade com que se apresenta.

Amor próprio é condição, a primeira delas. Amor próprio é o espaço onde nos aceitamos verdadeiramente sem julgamentos e cobranças, e apenas a partir do que aceitamos podemos enxergar verdadeiramente, transformando-nos se assim quisermos ou despedindo o que quer que seja se assim necessário.

Um comentário:

mム尺goん disse...



[o espanto
era a
luz]