quarta-feira, 29 de junho de 2016

Defeitos...

Amamos, e amamos cheios de defeitos. Ao longo dos venenos, dos invernos e das mortes que a nós e ao amor oferecemos, tão mais frágeis, tão mais resistentes nos tornamos. De alguma maneira no amor e na miséria insistimos. E obviamente tolos por querermos ser donos de qualquer razão, revelamo-nos no instante em que nos desconhecemos. Desmoronamos para continuar seguindo: a doer e ensaiar esperanças. Sem nos bastarmos exigimos dos jeitos mais estúpidos que o outro nos baste. Sobrevivemos pelas insistências. E a vida pouco oportuna aponta-nos os lugares em nós onde amamos e onde não; qual diálogo habitam os egoísmos; qual fala denunciam inseguranças; qual atitude mascara o medo; o que nos falta para poder bastar o outro. Às vezes enxergamos o amor exatamente quando não o vemos.

Porque são nas contrariedades todas que nos permite o amar que então o amor ensina.
E assim ensina porque amamos cheios de defeitos.

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