sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sempre um reflexo...

Nossas misérias são as mesmas porque os erros são os mesmos. Os amores são os mesmos porque as escolhas são as mesmas. Os medos são os mesmos. As ansiedades são irmãs. Os labirintos são parentes. O que variam são os endereços, nomes, cidade e detalhes outros que servem para dar sabor às nossas experiências como únicas e exclusivas, e nós, ímpares viventes. Não somos. Somos todos feitos da mesma matéria onde nascem os sonhos e igualmente nossas sombras. Bebemos todos do mesmo riacho de vida. Sofremos as mesmas dores e alegrias, ainda que em épocas e cenários tão diferentes. Chegamos ao fundo e aos poços já frequentados. Sentimos alturas já alcançadas em outras histórias. Por isto a literatura é a nossa própria confissão. A palavra, um espelho. A leitura, convocação. A poesia, sempre um reflexo.

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