quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rigor...

A vida, filho, é demasiadamente emotiva e temos por isto, medo. Assim nos prendemos aos números, como necessidade de algum sossego e de garantir a perfeição: quanto se deve ganhar para que não falte, quanto se deve sobrar para bem viver, qual a distância para chegarmos, qual a idade para sonharmos, quanto de cansaço para partirmos, quanto nos falta para amarmos? Assim nos garantimos, sem garantirmos coisa alguma, com esta ideia de querer maquinarmos o mundo como uma disciplina de rigor.

O rigor, meu filho, embora seja jeito de controle dos medos é um conceito muito estúpido para o espírito.

Nenhum comentário: