segunda-feira, 2 de maio de 2016

Que não lembramos...

O amor jurava lembrar-se. Mas não naquele momento. Quem sabe para amanhã haveria de ter mais sortes. Ela gostava da ideia de ajudá-lo quando soubesse ao certo o que fazer. O mundo era um lugar de gente enganada, menos o amor. O amor apenas não lembrava. Por ora e por hábito, substituíamos deus pela oração e a felicidade por ideias poéticas a colocarmos versos no lugar de cada coisa. Para lermos depois, enquanto o amor não se lembra. Para reescrevermos depois, muitas vezes, enquanto não lembramos do amor. Talvez o poema seja como termos encontrado uma coisa perdida há muito. Que não lembrávamos.

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