quinta-feira, 14 de abril de 2016

O quase óbvio...

A nossa própria realidade é resultado de uma soma que costuramos a cada hora, momento e experiência. A honestidade que dispensamos pela conveniência de contarmos melhores histórias sobre nós, permitirá a lucidez em percebermos que nosso palco é montado a partir dos nossos pensamentos (idéias, memórias, crenças, valores, etc.) e emoções (medos, ansiedades, raivas, etc.) que muitas vezes não se apresentam nítidos, evidentes e lógicos como gostaríamos, contracenando diariamente uns com os outros e todos conosco, permitindo e determinando nossos diálogos, escolhas, reações, relações, passos e amanhãs, deixando pouco espaço para dizermos que foi o acaso ou o destino como algo separado de nós que assim nos quis. A responsabilidade que costumamos jogar no colo do destino ou de qualquer outro e que dela nos afastamos pela mentira que contamos ou pela verdade que escondemos deve ser retomada como o olhar generoso para nos apropriarmos do que nos é consciente e do que consciente ainda não se tornou. O olhar generoso é aquele que entendeu que julgar, exigir, criticar e culpar não adiantam em nada para nós. Assumirmos nossas frações permite reconhecermos o território e as dimensões da nossa própria realidade. 

E se e quando e então a partir disto você quiser e decidir mudar, você irá mudar; porque já está mudando.

Um comentário:

Poeta da Colina disse...

A sinceridade de ser é um desafio de uma vida.