terça-feira, 26 de abril de 2016

Charme...

Diante do espelho, olhei-me, como que para ter uma conversa para a minha particular educação. Não me atrevia a perguntar nada. O coração que através dos olhos me falava. Sentia-se ele desajustado de mim, acreditando-me tanto adiado quanto atrasado para alguns saberes. Disse-me: repetes as flores e reclamas da primavera. Queres saber-se fruto sem amadurecer. Queres conhecer dos gostos ignorando sempre o amargo. A sedução não te pertence, visto que é arte do vento a mover com graça os panos que te envolvem. Isto posto, não enganes ninguém com tuas curvas ou palavras, para que fujas tu dos teus sentimentos burros. O charme do teu corpo deverá ser equivalente a elegância dos atos que te vestem; tua personalidade deverá ser leve, não importe o peso do corpo. Não disfarce mais as imperfeições da pele, melhor corrigir as da alma. A beleza real será este equilíbrio dos lados de fora e de dentro, soma fatal que faz com que sejamos quem verdadeiramente somos.

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