terça-feira, 29 de março de 2016

Procissão de fé...

Não sou profissional coisa nenhuma.
A poesia, em mim, é um ritual
De gozo e sacrifício sem igual
Grito por fé, não por ofício, em suma.

Trago a palavra em mim qual marginal
Faço que corte, mate e me consuma
E busco, inutilmente, a que resuma
Uma qualquer verdade, a bem ou mal.

E se, num grande acaso, eu tropeçasse
Na tal Verdade em cor e carne viva
Nada mais eu diria a não ser “Passe…

…que eu não quero cultuar nem Deus nem Diva!
Quero, tão só, rasgar o teu disfarce
E, depois de te ver, que eu sobreviva!


(Clarrissa Yemisi)

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