domingo, 27 de março de 2016

Das matemáticas...

Cabe ao coração compreender suas incógnitas, na relação direta entre o tempo, o espaço e o outro. Quando diante dos seus conjuntos vazios, deve o homem traçar seus planos em paralelo com a tristeza, descartando desconhecidos valores nas expressões inexatas da sua própria razão. O homem prudente não deve contar suas lágrimas, tampouco os seus amores. O número obtido nem sempre equivalerá à sua inteira felicidade. Somos feitos de reais e imaginários, sistemas e pertenças que nos significam e definem nossa natureza a cada experiência que somamos, entre medos, cenários e claro, a coragem, para além meramente dos conceitos fixos e abstratos sobre nós, sejam nas letras ou nas parábolas. Aquém das nossas diferenças ou dos ângulos em que enxergamos a vida, há pontos em comum: a saudade como medida de distância, a paixão como medida de calor, e o amor como raiz e medida de todas as coisas que nos permeiam, tocam e encantam. Vivemos buscando no outro sermos número par, e descobrir a lógica com que os elementos nos enfeitam e nos orbitam é essencial atributo da alma para, que nos encontros que nos elevam ou nas feridas que nos fragmentam, multipliquemos apenas o que nos cabe e serve, conforme os fatores e curvas do destino que nos resultam. Assim, somente pela prática, aprendemos as interiores matemáticas que nos imensam.

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