domingo, 7 de fevereiro de 2016

Zona de conforto...

Sair da zona de conforto nos pede energia, tempo, paciência e coragem. A energia equivale ao impulso para sairmos na busca de nós por não aceitarmos mais aquilo que não nos serve. O tempo como cenário para nossas transformações, feitas elas de ensaios, erros, acertos e recaídas; elementos inevitáveis e necessários do caminho. A paciência como companheira a lembrar-nos que devemos ser bem menos imediatistas e mais amorosos conosco. E coragem para atravessá-la tomando ciência destas nossas fragilidades e aceitando-as com amor as partes nossas que deixamos por tanto tempo no porão, em razão dos medos, condenações culpas e outras inconsciências de que nos cobrimos. O amor servirá para amarmos esta versão de nós que ainda culpa e se culpa, condena e se condena, sente medo e não se permite ir além de onde se está sem florescer.

Leva-se tempo para aprendermos a olhar para cada uma destas partes que por tanto e pela conveniência das nossas misérias acabamos por ignorar. Leva-se tempo para aprendermos a nos perdoar, já que o perdão permitirá olharmos mais e com mais nitidez e ainda mais amor para estas partes. Leva-se tempo para metabolizarmos a compaixão e podermos nos abraçar hoje por inteiro.

Isto equivale a sairmos da zona de conforto: sairmos das nossas velhas crenças e ideias sobre nós mesmos que impedem respirarmos aconchegados em nós, lançando-nos para um caminho sem planejados roteiros, mas que definitivamente haverá de nos oferecer entre o nosso próprio amadurecimento, frutos muitos, alturas tantas e outras riquezas que merecemos

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