terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Deus qualquer...

leio para iludir-me
leio para tombar-me nos mistérios
leio para por-me na boca dos pássaros
leio para que as dores
sejam mastigadas
pela boca misericordiosa
de um deus
qualquer.

Um comentário:

Wendel Valadares disse...

Leio-te para descobrir-me. Há sempre um "eu" na tua poesia.

Um abraço.