[...] no final das contas convocam-nos as tristezas para que sempre fiquemos nus diante de quem mais importa: nós mesmos.
Pois
é
da característica mesma dela solicitar-nos tal nudez para que venhamos a
saber como vestir-nos com novas e outras roupas, visto que a tristeza é o preciso sintoma que aborda-nos para dizer-nos entre algumas coisas que as roupas que temos não estão mais a servir.
Mas insistentes somos em recusar tal conselho e pedido; e quão fácil encontrar maltrapilhos pelas ruas que diariamente atravessamos.

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