Eu, congestionado de palavra outro dia procurei mulher a saber soltar poema preso no peito. Assim que a encontrei exigiu-me de imediato que inspirasse fundo enquanto contasse até três. Beijou-me inesperadamente a boca pelos eternos dois segundos de antes.
Curava-me: afinal, o que haveria mais para mim senão suspirar?
- Teu poema preso era este sorriso - dissera-me.
E me pediu retorno.

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