Amamos como nos amaram. Amamos como permitimos que nos amem.
Amamos como permitimos nos amarmos. Amamos como gostaríamos de ser
amados. Amamos como gostaríamos de ter sido amados. Amamos como já nos
faltou amor. Amamos como faltou amarmos. Amamos de posse de todas as
certezas. Amamos carregados de todas as dúvidas. Amamos como se fosse
simples. Amamos como se difícil fosse. Amamos como se fosse apenas
desejo, e desejamos como se pudesse ser amor. Amamos como faltou termos
acertado mais. Amamos como faltou termos errado mais. Amamos como se
fosse o primeiro. Amamos como se fosse o último. Amamos como se no amor
tudo esperássemos. Amamos como se não quiséssemos nada mais. Amamos como
se nos sobrasse. Amamos como se nos faltasse. Amamos melhorados. Amamos
piorados. Amamos armados e armamos jeitos vários de não amarmos mais,
para depois desamarmos ainda amando. Amamos como quem busca. Amamos como
quem se encontrou. Amamos. Amemos. Ao menos, que possamos dizer que ao
final tentamos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
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