sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Am(é)m...

Amamos como nos amaram. Amamos como permitimos que nos amem. Amamos como permitimos nos amarmos. Amamos como gostaríamos de ser amados. Amamos como gostaríamos de ter sido amados. Amamos como já nos faltou amor. Amamos como faltou amarmos. Amamos de posse de todas as certezas. Amamos carregados de todas as dúvidas. Amamos como se fosse simples. Amamos como se difícil fosse. Amamos como se fosse apenas desejo, e desejamos como se pudesse ser amor. Amamos como faltou termos acertado mais. Amamos como faltou termos errado mais. Amamos como se fosse o primeiro. Amamos como se fosse o último. Amamos como se no amor tudo esperássemos. Amamos como se não quiséssemos nada mais. Amamos como se nos sobrasse. Amamos como se nos faltasse. Amamos melhorados. Amamos piorados. Amamos armados e armamos jeitos vários de não amarmos mais, para depois desamarmos ainda amando. Amamos como quem busca. Amamos como quem se encontrou. Amamos. Amemos. Ao menos, que possamos dizer que ao final tentamos.

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