domingo, 8 de novembro de 2015

Sem futuro...

[...] perguntei àquele homem sem futuro como podia ele então continuar a existir?

Disse-me que o futuro é promessa que poderá ou não vir a ser, mas não a esperança, que já se encontra ao alcance como fruto a ser provado. Por isso enquanto os outros sempre esperam por se realizarem no amanhã e apenas por ele vivem, seja ele próximo ou distante - isto não importa -, atravessa este homem todos os seus agoras com a esperança de que se alimenta.

(Ensinou-me assim na entrelinha que gratidão não é tema do que viremos a ter, mas daquilo com que já nos encontramos e que pela soma, somos)

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