quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Definitivamente...

O peito enchemos de orgulho como se tudo sozinhos conquistássemos.
Como se não fôssemos obrigados a pagar, nem a sorrir.
Empatamos a vida - e os outros - com retóricas, como se estivéssemos cheios de razão.
E magoados, aguardamos satisfações que não nos dão.
Apanhados diminuídos, incertos, assustadoramente lúcidos, perdemos o tempo ganhando as idades.
Cuidam-me como planta, como coisa, como qualquer coisa.
Escolhem por mim o que me apetecer. E apeteço-me, como se tivesse alguma liberdade.
Fingimos dizer que a solidão interessa-nos de algum modo. 
Assunto que usamos pela companhia de não ficarmos sós.

O amor, definitivamente, é para heróis.

Um comentário:

B. disse...

O ser humano não é nada sem o outro. As vezes a solidão é companheira, mas acredito que ela tem prazo de validade determinado em nossas vidas. Sempre precisamos de alguém e sempre somos influenciados/modificados por quem nos rodeia.