quarta-feira, 15 de julho de 2015

Espelho...

A dor que ele sentia 
a engarrafar palavras e 
pô-las a correr 
nas linhas do papel, 
era o alívio que 
a ela tocava quando 
nas linhas suas palavras 
buscava 
delas todas bebia. 

Ele não imaginava que 
o espelho em que 
feio se dizia, 
ela por isso 
bonita se tornava. 

Ele não suspeitava 
que a raiz que 
maldizia 
era degrau para
 o céu que 
ela alcançava.

Tornou-se curandeiro quando 
trocou coração pelo 
poema.

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