sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cartas...

[...] as cartas são como lacrados silêncios grávidos de palavras e carregados de mundo. Eu fazia futuros quando escrevia, e ao recebê-las dava luz ao passado do outro em minhas mãos. Sentia a responsabilidade de um profeta, alfabetizado para colocar nos papéis as andorinhas. E é certamente um ritual pagão antigo, este de respeitarmos o tempo; a arte do refinamento das promessas e das esperanças. Coisa que perdemos atualmente.

Um comentário:

Poeta da Colina disse...

O poema é uma carta sem destino.