sábado, 28 de março de 2015

Para os invernos...

a solidão põe-me a envelhecer junto à mesa do café
restam-me inertes a outra xícara, o outro prato 
e o mundo subtraído de ti

peço a eloquência da saudades a explicar-me tua ausência
por compaixão ao luto, visitam-me as tristezas.
brindam-me com flores à boca 
ao falar de ti para as paredes

admirou-se a beleza de minha condição
mandou-me continuar

calei,
rezava apenas para os invernos.

Um comentário:

Anônimo disse...

un hombre solitario¡¡vale pues nada.talves un simple comentario...