quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Documentário...

"Dá-me a tua mão", pediu ele. E após segundos inteiros dos seus olhos pretos, ela deu-lhe a mão. Ela a ele aí se confiou. Deu-lhe as mãos como se lhe desse todo o corpo, como se a ele entregasse seu cansaço, todo seu descanso, como se exposta confiasse sua própria alma, atravessando seus próprios precipícios. "Promete que nada vai acontecer?", prendia-o no instante de sua interrogação. "Prometo que tudo vai acontecer", sorria. Nele, as últimas palavras da noite. Nela, os últimos medos. Na cama larga, adormeceram. 

Não houve tempo de assistirem ao documentário.

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