quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Os dias santos...

Cumpre o peito saudade maior de todas desde que te amo, pois qualquer demora tua me é todo o tempo. Atravesso ausências para que do outro lado as mãos possam descansar nas tuas, e neste exato dia em que vieste morar nos meus olhos aprendi a retirar versos do silêncio das paisagens. Trouxeste-me vida para dentro da casa e te tornaste meu lar. 

Em ti as belezas nascem antes do ventre e florescem antes do chão, tuas lembranças me são sempre um sorrir, teus beijos preenchem minha boca de céu, tua voz soa-me a música amada, bebo dos dias onde vivem teus cheiros.

Deixa-me nascer no próximo desenho teu; é na ponta dos teus dedos que sabem as borboletas. Deixa-me ser para ti o que não é o mundo e sermos um descanso em festa, amando-nos no devorar lento das horas. 

Ao teu nome escrevo a devoção das minhas palavras. És o amor onde nunca me dói.
Celebro-te como o meu próprio nascimento.
Celebro-te como um dia santo.

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