quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Encante em paz, poeta.

Palavrório tropeçoso metido (a besta) a dedicatória e homenagem ao menino Manoel de Barros:

Um dia eu brinquei de ser Manoelito,
e do barro se fez o homem
e do homem a poesia.
Aprendi a ver no azul o canto dos pássaros
e na quina das mesas o encanto das coisas
Destreinei meu verbo letrado
que se encantou e amanheceu semente
passei namorar palavras
dormi de olhos atentos para nos sonhos
não me distrair das cores
Aprendi que infância não entende ponto final.
e desaprendi a amar, só para aprender a amar de novo
descobri que verso, valsa e vento são filhos dos olhos e da lua
Meu lápis é vocabulário de livro da própria vida.
Se o poeta tira da palavra o seu sustento,
faço hora-extra para a poesia.
Um dia pretendo me casar com ela.


"A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece, morre. Pra não morrer, tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste”. (Manoel de Barros)

5 comentários:

Jason Jr. disse...

É lindo demais! ☺

Anônimo disse...

Coisa mais linda!!! Pra mim, vc também sabe amarrar as palavras no poste.

Mari disse...

Lindo, lindo, lindo!! Pra mim você também sabe amarrar as palavras no poste.

Raysla Camelo disse...

E ele decidiu se juntar aos outros na maciez das nuvens.

Déborah Arruda. disse...

Das mais bonitas que li por aqui.