sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Chaves...

Pudera existir uma categoria de homens que, segundo o meu egoísmo, pela contribuição feita à humanidade, deveria viver para os sempres.

Roberto Gomes Bolaños estaria aí, inequivocadamente.

Sua genialidade acompanhou-me por inúmeras tardes da infância e nas infinitas repetições ao longo dos anos. O que aprendi naquela vila, não aprendi mais em lugar nenhum.

Lá, contaram-me que a televisão não precisa ser apelativa. Que pancada nada que tem a ver com violência. Que não há trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar. Que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

Lá, descobri que o Guarujá pode se passar naturalmente por Acapulco.
E que ninguém tem paciência comigo.

Como personagens, são mestres.
Como homens, são ídolos.

Depois deles, o humor tornou-se exigente.
Depois deste ano, o humor tornou-se definitivamente órfão.

E embora sejam inevitáveis as despedidas, para quem a gente ama e gosta, jamais estaremos preparados.

Um homem.
Uma vila.
Um mito.

Encante em paz.

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