domingo, 3 de agosto de 2014

Desamar-me...

silencioso e frágil, ando
a perder-me por entre as folhas do outono
a sentir-me nas gotas inteiras de chuva
a cortar-me engasgado com as palavras
a cegar-me os olhos nas janelas
que me cansam o mundo,
desarmar-me pelos teus sorrisos
desamar-me por envergonhados erros
a sangrar-me nos poentes e despedidas
a sair de casa
e esquecer da primavera;
por morrer de amor.

4 comentários:

Milene Cristina disse...

Assim renasço.
Um dos mais bonitos que li.

Esdras disse...

Maravilhoso, como tantos!

Dentro da Bolha disse...

morrendo e se misturando, o amor e o horror. viver e morrer na mesma frase, na mesma vida.

abraço forte!

Poeta da Colina disse...

É perigoso ficar despido neste inverno.