quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ariano Suassuna...

Dois imortais - vejam só - morrem em menos de uma semana. Dizia Ariano que todo escritor é um mentiroso. Concordo e creio, pois não é a literatura muitas vezes mais generosa que a própria vida? Na vida, morre-se. Nas palavras, eterniza-se. Assim fez Ariano.

Da pedra do reino ao Circo da Onça Malhada, de sua voz rouca e engraçada para os seus silêncios. Na poesia, põe-se sempre a morte de luto.

Talvez peçam os céus a presença de três grandes homens a renovar as escrituras. Talvez sentissem os céus órfãos de histórias. Talvez. Como saber? Não sabemos.

Como diria Chicó: Não sei, só sei que foi assim.

Morrem-se mais uma vez, os viventes.

Descanse em paz, mestre.

2 comentários:

Poeta da Colina disse...

O lado de lá segue ficando mais interessante. Fica inspiração de melhorarmos este aqui.

Saravá Ariano Suassuna.

Gabriela Castro disse...

Uma grande perda!